Infraestrutura
Gás Natural
O gás natural, assim como o petróleo, pode ser encontrado em rochas porosas do subsolo, entretanto nem sempre está associado à campos petrolíferos. Nos referidos campos o gás natural pode ser produzido em conjunto com o petróleo, onde ganha a denominação de gás natural associado, ou produzido isoladamente, onde ganha a denominação de gás natural não associado.
Versátil, o gás natural pode ser utilizado como fonte de geração de energia elétrica (podendo substituir o carvão e o óleo combustível), tendo também aplicações automotivas (podendo substituir a gasolina, o etanol e o óleo diesel) e domésticas (podendo substituir o GLP). Além disso, o gás natural é insumo básico da indústria gasoquímica, que é responsável pela produção de uma grande quantidade de outros compostos, como o metanol e a ureia.
Acompanhando a tendência mundial de aproveitamento de combustíveis mais limpos, o Brasil vem investindo na expansão do uso do gás natural, que apresenta menor emissão de poluentes no processo de combustão, além de favorecer uma maior durabilidade aos equipamentos que o utilizam. Por isso, este energético já é chamado de “combustível do futuro”.
Dentro do planejamento para o setor energético dos próximos anos, o governo brasileiro prevê a diversificação das fontes de suprimento, sendo o aproveitamento do gás associado produzido na extração do petróleo da camada do Pré-sal um dos fatores responsáveis por tal diversificação. Para o período de 2011 até 2015, a Petrobras investirá R$ 224,7 bilhões em atividades relacionadas à produção de petróleo e gás natural, sendo que desse total, R$ 13,2 bilhões serão exclusivos para a área de Gás e Energia.
Atualmente, a produção nacional de gás natural é de aproximadamente 64 milhões de metros cúbicos por dia. A previsão da Petrobras é de elevar sua produção para 98 milhões de metros cúbicos, no ano de 2015, já com significativa participação do Pré-sal, e para 178 milhões de metros cúbicos em 2020.
Da produção total de gás natural, uma parte é utilizada ou consumida nas operações, outra é absorvida durante seu processamento, sendo a parcela resultante ofertada ao mercado consumidor. Para realizar a ligação entre o produtor de gás natural e o mercado consumidor é necessária uma logística particular, que inclui a construção de uma rede de gasodutos de capacidade e pressão variáveis. Os ramais principais, que interligam os Estados, são denominados gasodutos de transporte e possuem grande capacidade e elevada pressão. Os ramais secundários, que fazem parte da infraestrutura estadual local, são denominados gasodutos de distribuição e, de modo geral, possuem menor capacidade e pressão.
No período entre 2007 e 2011, a Petrobras realizou notável investimento no setor de gás natural, podendo ser mensurado pelo crescimento da malha de transporte, que passou de aproximadamente seis mil para quase 10 mil quilômetros, e pela implementação de dois terminais de Gás Natural Liquefeito - GNL do Brasil, um na Baía de Guanabara e outro no porto do Pecém (São Gonçalo do Amarante – Ceará). Neste meio tempo, foi votado e sancionado o marco regulatório do setor, que institui regras que possibilitam maior competitividade, atratividade e transparência ao setor.
Fontes:
Petrobras
Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP)
Programa Nacional de Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural (Conpet)
Atlas de Energia Elétrica no Brasil da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)
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