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Petróleo e derivados constituem base da economia produtiva mundial

Matéria prima

Segundo maior produtor de petróleo na América do Sul, Brasil vive em constante crescimento no setor
por Portal Brasil publicado: 07/11/2011 15h36 última modificação: 28/07/2014 13h12
Geraldo Falcão/Banco de Imagens Petrobras Brasil alcançou, em 2009, a marca de dois milhões de barris de petróleo produzidos diariamente

Brasil alcançou, em 2009, a marca de dois milhões de barris de petróleo produzidos diariamente

Nenhuma fonte de energia tem a importância geopolítica que o petróleo possui, haja vista a relativa facilidade com que esse energético pode ser transportado ao redor do mundo e dado este se constituir na base da economia produtiva mundial. Assim, o país que detém e controla suas reservas petrolíferas e que mantém uma estrutura adequada de refino aufere vantagens competitivas, quer seja em relação à segurança interna dos setores vitais à economia, como transporte e produção de eletricidade e, por conseguinte, conferindo competitividade à indústria, quer seja em relação à sua participação no comércio internacional, por meio da exportação direta do óleo e seus derivados.

Toda esta importância advém do fato de que, além de gerar combustíveis como gasolina, óleo diesel e querosene de aviação, o petróleo é também a base de uma vastagama de produtos industrializados, que vão da parafina e da nafta petroquímica aos tecidos e plásticos.

O petróleo é formado a partir da decomposição da matéria orgânica ao longo do tempo geológico, sendo encontrado nos poros de determinadas camadas sedimentares, que são conhecidas como “rochas reservatório”. Trata-se, portanto, de um energético não renovável, o que aumenta a importância da descoberta de novos campos produtores ou de novas regiões produtoras, de modo que um dado país consiga manter uma relação reserva/produção confortável em termos de segurança energética (a do Brasil atualmente, sem as reservas do Pré-Sal, é da ordem de vinte anos).

Segundo maior produtor de petróleo na América do Sul, o Brasil vive em constante crescimento no setor. No fim dos anos 1970, o País produzia, em média, 200 mil barris de petróleo por dia. Em 2009, alcançou a marca de dois milhões de barris diários. O crescimento da produção neste período associou-se às grandes descobertas marítimas de petróleo e gás na Bacia de Campos, que começou com a descoberta do campo de Garoupa (RJ), em 1974, iniciando a busca em águas cada vez mais profundas. Nos anos 1980 e 1990, foram descobertos campos gigantes naquela bacia.

No primeiro semestre de 2008, a Petrobras anunciou a descoberta de um campo de petróleo no Pré-sal (abaixo de uma camada geológica de dois quilômetros de espessura de sal) na Bacia de Santos. O potencial dessa descoberta e das seguintes na região do Pré-sal coloca o Brasil no mesmo nível de reserva dos grandes produtores mundiais. O planejamento estratégico da Petrobras prevê uma produção total, no Brasil e no exterior, de 3,993 milhões de barris de óleo equivalente (boe - somatório da produção de petróleo e de gás natural) em 2015 e 6,418 milhões de boe por dia em 2020.

O País produz mais petróleo bruto do que a sua demanda interna (atualmente, de 1,9 milhão de barris por dia). Todavia, como cerca de 70% da produção é de petróleo mais pesado e a estrutura de refino não é totalmente adequada para o processamento desse tipo de petróleo, ainda é necessário importar petróleos leves, de modo a aumentar a produção de derivados leves e médios, tais como gás de cozinha, gasolina, nafta petroquímica e óleo diesel. Dessa forma, o excedente de petróleo nacional pesado é exportado.

A Petrobras vem modernizando seu parque de refino para elevar a capacidade de processamento de petróleo pesado e de produção de derivados que ainda precisam ser importados. A companhia também está construindo cinco unidades de refino, nos estados de Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Maranhão e Ceará.

Mais modernas, elas poderão processar tanto o petróleo pesado da Bacia de Campos como o petróleo leve, encontrado no Pré-sal. Com isso, a empresa vai reduzir a exportação de petróleo bruto e aumentar a exportação de derivados, de maior valor agregado.

Fonte:
Ministério de Minas e Energia

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