Infraestrutura
Embrapa faz acordo com União Brasileira do Biodiesel para pesquisar combustível vegetal
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a União Brasileira do Biodiesel (Ubrabio) assinaram um termo de cooperação, na quinta-feira (8), em Brasília (DF). Com duração de cinco anos, a parceria prevê acordo para pesquisas e programas de desenvolvimento do biodiesel. As ações poderão incluir estudos sobre matérias-primas de origem agropecuária, bem como processos industriais e aproveitamento de resíduos e coprodutos. O termo também permite a cooperação para viabilizar a aplicação prática do conhecimento técnico-científico que vier a ser gerado.
Representantes das duas entidades apontaram a iniciativa como um instrumento de aproximação entre o setor produtivo e a pesquisa energética. Para o presidente da Embrapa, Pedro Arraes, o convênio será uma ferramenta para identificar os gargalos do setor produtivo em que a pesquisa precisa atuar. O documento vai servir para estreitar suas relações com a iniciativa privada. “A Embrapa é conhecida pela tecnologia que gera e, às vezes, as pessoas não se dão conta do nosso trabalho de gestão”, comentou.
O presidente da Ubrabio, Juan Diego Ferrés, lembrou que, nos últimos anos, a produção de biodiesel teve impacto econômico e social no Brasil. Dados de um estudo realizado pela própria Ubrabio e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostram que, de 2005 a 2010, a cadeia produtiva do biodiesel gerou 1,3 milhão de empregos. Embora apenas 20% do volume de matérias-primas venha da agricultura familiar, já há 103 mil famílias fornecendo grãos para as usinas. Além disso, o biodiesel contribui para a redução da poluição do ar nas grandes cidades.
O chefe-geral da Embrapa Agroenergia, Manoel Teixeira Souza Júnior, contou que as entidades já estão agendando reuniões para o início de 2012, para definir ações prioritárias e conjuntamente buscar recursos para viabilizá-las. Ele espera que o apoio da Ubrabio desde a etapa inicial dos projetos dê-lhes maior chance de resolver os problemas do setor produtivo.
Na opinião do diretor-superintendente da Ubrabio, Donizete Tokarski, uma das frentes em que a entidade pode colaborar é exatamente na transferência de conhecimentos. “Muitas tecnologias já estão desenvolvidas, mas ainda não estão disponíveis no campo”, afirmou.
Fonte:
Embrapa
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