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Pesquisadores brasileiros desenvolvem método de previsão de enchentes

por Portal Brasil publicado: 27/02/2012 14h58 última modificação: 29/07/2014 08h54

Pesquisadores da equipe do cientista Antonio Donato Nobre, professor visitante do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pesquisador titular do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), desenvolveram um modelo matemático que ajuda a prever a ocorrência de enchentes e o percurso que tomará o rio em caso de enxurradas.

“Conseguimos encontrar uma relação matemática que descreve uma propriedade física da paisagem, da topografia, que liga com a hidrologia”, disse Nobre, ao falar sobre o modelo matemático Hand (sigla em inglês para altura acima da drenagem mais próxima da topografia). O método, chamado de paisagem inteligente, permite o entendimento da dinâmica da água do rio em caso de enchente.

Com o processamento matemático, os computadores, que dispõem de imagens do revelo captadas por ônibus espacial, desenham maquetes digitais e, assim, permitem a visualização nas zonas próximas dos percursos da água, que podem ser afetadas com uma eventual enchente. Segundo o cientista, essas zonas são as que têm possibilidade de cheia, as mais sujeitas a inundações. "É esse o mapa que nós oferecemos”, resume Nobre.

Se a informação da maquete digital for comparada com imagens da efetiva ocupação dos terrenos (disponível no Google Earth), é possível saber quais ruas, residências, prédios comerciais e equipamentos públicos podem ser tomados pelo rio, em caso de cheia. “A descoberta facilita visualizarmos a espacialização dos riscos”, destaca o pesquisador.

As imagens das áreas vulneráveis, a previsão do comportamento do rio cheio, os dados sobre o volume de chuva e as condições de absorção do solo, junto com a previsão meteorológica, permitem que a Defesa Civil trabalhe antecipadamente e evite que desastres naturais provoquem mais mortes e acidentes. O sistema pode ser refinado conforme a resolução das imagens disponíveis e com o fornecimento de informações sobre o funcionamento das galerias pluviais nas cidades e o desmatamento em áreas de encosta.

Nobre disse que já foram produzidas maquetes digitais de todas as bacias da América do Sul e que já ocorrem aplicações do método na Europa. O modelo matemático criado pelo cientista e equipe foi tema de três artigos publicados em revistas científicas internacionais, como o Journal of Hydrology, de Amsterdam, disponível em inglês na internet.

Além de prever o comportamento dos rios em enchentes, o método da paisagem inteligente pode ser útil para a agricultura e o meio ambiente, ao apontar com mais precisão as áreas que precisam ser efetivamente protegidas e as áreas que podem ser usadas para a lavoura.

 

Fonte:
Agência Brasil

 

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