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Infraestrutura

Brasil e Argentina discutem revogação de concessão da Petrobras em Neuquén

por Portal Brasil publicado: 17/04/2012 19h23 última modificação: 29/07/2014 08h53

A presidenta da Petrobras, Graça Foster, reúne-se na próxima sexta-feira (20) com o ministro do Planejamento da Argentina, Julio de Vido, para tratar da revogação da concessão da empresa na província argentina de Neuquén. Segundo Foster, a Petrobras está pronta para dar todas as respostas ao governo do país vizinho.

“Fomos surpreendidos com relação às áreas que temos em Neuquén. Havíamos cumprido o plano exploratório mínimo na íntegra e anunciamos que faríamos a perfuração de seis poços no segundo semestre deste ano. Essa reunião de sexta-feira é extremamente importante para esclarecimentos. A Petrobras vai estar pronta para responder a todas as perguntas que vierem”, afirmou Foster.

Antes do encontro com o ministro argentino, a presidenta da estatal brasileira terá reuniões internas com a diretoria internacional da empresa para avaliar a situação. No início de abril, o governo da província de Neuquén notificou a Petrobras sobre a revogação da concessão da estatal para explorar a área de Veta Escondida.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, também disse nesta terça-feira (17) que não preocupa as autoridades do Brasil a decisão do governo argentino de expropriar a petrolífera espanhola YPF, administrada pela Repsol. Segundo ele, a decisão da presidenta Cristina Kirchner não vai afetar as ações da Petrobras na Argentina.

Para Lobão, cada país é soberano para decidir como bem entendem. “Não creio que haja qualquer problema fundamental em relação à Argentina. A Petrobras tem 79 postos lá e vai continuar operando dentro da normalidade. Não tenho temor algum. Reconheço que os países tenham sua soberania e possam agir como bem entendem”.

Na segunda-feira (16), Cristina Kirchner anunciou a proposta de expropriação da YPF. Pelo texto, enviado ao Congresso Nacional da Argentina, 51% das ações da empresa petrolífera serão expropriados. O governo federal ficará com 26,06% e as regiões produtoras, com 24,99%. Os 49% restantes serão de responsabilidade dos estados onde a empresa atua.

A decisão gerou contestações na Espanha. As autoridades espanholas condenaram a medida e prometem reagir. Para as autoridades espanholas, a decisão ameaça a relação de cordialidade entre os dois países. O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, tentará o apoio político na América Latina para reverter a decisão.

 

Fonte:
Agência Brasil

 

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