Infraestrutura
Pescadores devem ficar atentos à captura de peixes com marcador
Itaipu marcou mais de 2 mil peixes durante defeso. Toda a pesca de peixes com dispositivo de identificação deve ser comunicada à usina hidrelétrica
Com o fim do período de defeso – quando a pesca é restrita para proteger os peixes em reprodução durante a piracema – no dia 28 de fevereiro, os pescadores devem ficar atentos. Toda a pesca de peixe com marcador (pequeno dispositivo de identificação) deve ser comunicada à Itaipu, que monitora a rota de migração das espécies na região.
O projeto é executado pela Itaipu em parceria com a Companhia Energética de São Paulo (CESP) e a Entidade Binacional Yacyretá (Argentina e Paraguai), que operam usinas onde também existem mecanismos de passagem para peixes (escada e elevador de peixes). A área de estudo abrange o rio Paraná desde a divisa com o Estado de São Paulo até as cidades de Ayolas (Paraguai) e Ituzaingó (Argentina).
A comunicação é importante porque os marcadores servem para revelar a rota de deslocamento dos peixes migradores e, principalmente, a eficiência do Canal da Piracema de Itaipu. Com a análise dos dados, a partir das informações repassadas pelos pescadores, será possível ajustar ou promover novas ações que visem à preservação das espécies.
Como avisar
Caso um peixe com marcador seja retirado da água, o pescador poderá ficar com ele ou devolvê-lo, mas deverá entrar em contato pelo telefone 0800 645 2002 ou enviar a marca para a caixa postal 2001 – CEP 85866-900, Foz do Iguaçu (PR), sem custo. Na correspondência, deve constar o nome, endereço, número da marca, local e data da captura. Se possível, informar também o peso do peixe, o tamanho e o tipo de material usado na captura.
Essas informações também podem ser passadas por telefone aos setores competentes das usinas de Itaipu, Porto Primavera e Yacyretá. Além de contribuir com a pesquisa, o pescador receberá em casa um brinde surpresa. “As informações dos marcadores são todas registradas em banco de dados”, explica Hélio Martins Fontes Júnior, da Divisão de Reservatório, da Itaipu.
Histórico
Das 180 espécies de peixes existentes no Rio Paraná, aproximadamente 22 são consideradas migratórias de longa distância, ou seja, costumam nadar centenas de quilômetros para desovar na época de reprodução, fenômeno conhecido por piracema. Essas espécies são aquelas que possuem mais valor comercial e são as mais cobiçadas, tanto na pesca esportiva como na profissional.
Algumas, no entanto, estão se tornando cada vez mais raras. Entre as espécies de peixes migratórias mais frequentes na região estão o dourado, a piapara, o pintado, a curimba, o piau e o pacu, além de outras como piracanjuba, barba-chata, jurupoca, jaú, mandi e cascudo-preto.
Colaboração é fundamental
Ao longo de 15 anos, já foram marcados mais de 38 mil peixes. Desse total, cerca de 1.100 peixes marcados foram capturados e informados às entidades responsáveis pelo estudo. Segundo Fontes Júnior, da Divisão de Reservatório, da Itaipu, pode parecer muito mas, tendo em vistas as mudanças no ambiente, é necessário continuar o estudo.
Cerca de 850 pescadores profissionais atuam no lago de Itaipu – sem contar os pescadores esportivos. De acordo com Fontes Júnior, para que o trabalho continue e seja possível aumentar a taxa de retorno, o papel do pescador é crucial. “É de fundamental importância o pescador nos informar quando coletar um peixe marcado”.
Fonte:
Itaipu
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