Infraestrutura
Soluções inovadoras no acesso à água são debatidas em Petrolina
Unidades de aprendizagem serão montadas nos municípios da região para disseminar informações sobre tecnologias de captação e manejo da água da chuva
Técnicos de assistência técnica e extensão rural participam até sexta-feira (26), em Petrolina (PE), de um treinamento para qualificação nas soluções inovadoras do Brasil para levar água às pessoas mais pobres que vivem em municípios do Semiárido. O evento, realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), tem por objetivo disseminar o conhecimento tecnológico para captação, manejo e armazenamento da água da chuva destinada à produção de alimentos.
Segundo o coordenador geral de Acesso à Água do MDS, Igor Arsky, a proposta busca montar unidades de aprendizagem nos municípios do Semiárido. Por meio delas, o conhecimento sobre essas tecnologias será levado a um maior número de pessoas, como os próprios usuários da água de chuva, técnicos, líderes comunitários, agricultores familiares, pesquisadores, estudantes, representantes de órgãos governamentais e não governamentais, entre outros.
“O papel do Ministério do Desenvolvimento Social nessa parceria com a Embrapa é apoiar e orientar a implantação dessas tecnologias nos municípios. São soluções de baixo custo e de comprovada eficiência técnica que garantem o acesso à água para o fomento e a produção agrícola”, explica Arsky.
Por meio do Programa Cisternas, o ministério financia a construção de equipamentos destinados à captação e armazenagem da água, como cisternas, barragens subterrâneas, tanques de pedra, bombas d’água, microaçudes, dentre outras alternativas simples, que se destacam pela facilidade do manejo e pela eficiência dos resultados.
Valor do manejo correto de águas pluviais
A importância de um serviço adequado de drenagem e manejo de águas pluviais torna-se de grande valor para a população das cidades na medida em que se acumulam os efeitos negativos das chuvas, tais como alagamentos, inundações, deslizamentos e perda de rios e lagos. A lavagem de superfícies urbanizadas acarreta aumento de carga de poluentes em rios e lagos, além de facilitar a veiculação de doenças como leptospirose e dengue, entre outras. A cobertura do solo também provoca erosão, reduzindo sua qualidade, tornando-os mais pobres e até mesmo impróprios para a agricultura.
Fontes:
Ministério do Desenvolvimento Social
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