Infraestrutura
Oficina visa ações em áreas centrais de cidades históricas
Cidades Históricas
A Secretaria Nacional de Acessibilidade e Programas Urbanos (Snapu), com apoio do Programa Nacional de Capacitação das Cidades (PNCC) do Ministério das Cidades, deu início ao primeiro dia da Oficina de Implementação de Ações em Áreas Urbanas Centrais e Cidades Históricas – Desafio para a Reabilitação com Justiça Social. A ação aconteceu na manhã desta quarta-feira (9) e foi realizada em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e apoio da Caixa Federal.
O objetivo desta primeira etapa da oficina era capacitar os participantes para a execução de ações em áreas urbanas centrais e cidades históricas, por meio da discussão de temas estratégicos e da proposição de alternativas para a reabilitação urbana. Por meio dessa oficina, o MCidades espera contribuir para o fortalecimento do tema, oferecendo aos municípios, estados e instituições melhores condições de concretizar essas ações nas localidades, preservando o patrimônio cultural.
A abertura do evento foi realizada pelo secretário da SNAPU, Leodegar Tiscoski, que falou sobre o rápido crescimento populacional nas áreas urbanas e que, devido à falta de planejamento, tem gerado inúmeros problemas. Para ele, é necessário promover o crescimento das cidades garantindo o interesse público de forma inclusiva para um modelo de cidade mais democrática.
O diretor acrescentou, ainda, que não é aceitável formar apenas técnicos e gestores, é preciso novas percepções. Usando o exemplo o fato ocorrido em Belo Horizonte, em que o centro administrativo do governo foi realocado em um ponto distante da cidade, Torelly diz que “é importante que nós juntamente com programas de incentivo à moradia e locação de empresas não abandonemos as áreas centrais porque isso é fundamental”.
A primeira palestra da oficina ficou sob a responsabilidade da Diretora de Patrimônio Histórico de São Paulo, Nádia Somekh, que abordou o motivo da dificuldade de implementar ações de reabilitação urbana com justiça social. Para ela, é preciso iniciar o processo através de redistribuição de renda – com programas sociais -, construção da cidadania, além de investimentos urbanos. “A exemplo, podemos citar a construção habitacional social e ampliação das formas de mobilidade porque reduzindo o tempo de mobilidade dos trabalhadores podemos melhorar a vida das pessoas e ter inclusão social”, destacou.
A oficina se estende até amanhã (10), no auditório do Ministério das Cidades, com palestras sobre financiamento das ações, parcerias com o setor privado e os desafios institucionais e da gestão participativa.
Fonte:
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil














