Infraestrutura
“Infraestrutura precisa crescer junto”, diz César Borges
Desenvolvimento
O ministro dos Transportes, César Borges, afirmou nesta quinta-feira (12) que o governo federal tem o grande desafio de dotar o País de infraestrutura. Ao debater a “Infraestrutura e logística: o custo do atraso” no 8º Encontro Nacional da Indústria (ENAI), promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e realizado no Centro de Convenções de Brasília (DF), o ministro demonstrou preocupação com o aumento da produção agrícola, que demanda uma estrutura logística eficiente.
“O escoamento de safra cresce na razão de 10% ao ano. Mas será que a infraestrutura cresce na mesma proporção?”, questionou. César Borges reiterou a necessidade de investir em ferrovias para facilitar o escoamento por outros portos do País e, assim, desafogar o porto de Santos.
César Borges destacou problemas como licenciamentos e fiscalizações que emperram a celeridade das obras e fez um apelo à sociedade brasileira. “É preciso recorrer a vários setores e ao Congresso Nacional, que representa a sociedade, para colocar a questão sobre esses obstáculos em discussão”, ponderou.
O ministro assegurou ainda que o governo tem procurado buscar os caminhos mais efetivos para atender às necessidades da economia brasileira. “Um deles é a concessão. Estamos fazendo um esforço muito grande para dotar o Brasil de uma logística do século XXI, porque, no passado, o País investiu pouco em infraestrutura”, explicou.
Ao ser questionado sobre as concessões de rodovias e ferrovias, o ministro César Borges atribuiu o sucesso dos últimos três leilões de rodovias aos ajustes feitos após diálogos com a iniciativa privada, que implicaram o aumento da atratividade e da concorrência. Quanto às ferrovias, o ministro esclareceu que o novo modelo prevê a compra integral pela Valec do direito de passagem.
Posteriormente, a estatal fará a oferta pública dessa capacidade para os operadores ferroviários independentes, ou seja, usuários que queiram transportar carga própria, operadores ferroviários logísticos ou outros concessionários de transporte ferroviário. “Dessa forma, haverá o aumento da concorrência e o fim do monopólio”, concluiu o ministro dos Transportes.
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