Você está aqui: Página Inicial > Infraestrutura > 2014 > 03 > Brasil e Noruega discutem direitos do mar em seminário

Infraestrutura

Brasil e Noruega discutem direitos do mar em seminário

Cooperação

Encontro segue até dia 27 e faz parte do Memorando de Entendimento assinado em 2009
por Portal Brasil publicado: 25/03/2014 16h19 última modificação: 30/07/2014 03h07

O secretário-executivo do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), Átila Maia da Rocha, e o primeiro secretário da embaixada da Noruega na capital federal, Kjell Erik Brekke, abriram na tarde desta segunda-feira (24), em Brasília,  o Seminário Internacional “Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (Convemar) e outros instrumentos legais e iniciativas”. O seminário, que prossegue até a próxima quinta-feira (27), representa mais um passo na cooperação entre o Brasil e a Noruega nos segmentos da pesca e aquicultura, a partir de  um  Memorando de Entendimento assinado em 2009.

Átila Maia ressaltou que o mundo de hoje demanda uma visão mais ampla e não determinística dos problemas que afetam os países, o que exige cooperação e “um constante aprendizado”. Já Kjell Brekke mencionou a importância da sustentabilidade ambiental no desenvolvimento da atividade pesqueira.

A palestra inaugural do seminário, uma introdução à Convenção das Nações Unidas Sobre o Direito do Mar,  foi proferida por Tomas Heidar, consultor jurídico do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Islândia e diretor jurídico do Instituto do Mar desse país insular, situado no Atlântico Norte.

Direitos do mar

Tomas Heidar recordou a moderna história dos direitos do mar, que cobre 72% da superfície terrestre. Ele citou como primeiro marco  as convenções de Veneza de 1958.  O tema evoluiu deste então, e se consolidou com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, um tratado multilateral celebrado sob os auspícios da ONU no final de 1982. Esse importante tratado define e codifica conceitos herdados do direito internacional referentes a assuntos marítimos, como mar territorial, zona econômica exclusiva e plataforma continental. Também estabelece os princípios gerais da exploração dos recursos naturais do mar, como os recursos vivos, os do solo e os do subsolo. A Convenção criou três órgãos:  o Tribunal Internacional dos Direitos do Mar, a Autoridade Internacional para o Fundo do Mar e a Comissão de Limites da Plataforma Continental (CLPC).

Ainda nesse primeiro dia de seminário, Jean –François Pulvenis de Seligny, conselheiro da FAO para assuntos de pesca e aquicultura, proferiu palestra abordando a Zona Econômica Exclusiva e Pescarias, na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

A legislação internacional é importante tanto para a pesca extrativa quanto para a aquicultura, o cultivo de pescado. No momento, o Brasil já conta com um parque marinho no litoral de Santa Catarina, para a produção de mexilhão, ostras, vieiras e algumas algas. Outros já estão planejados. No futuro poderão ser criados, inclusive, espaços para cultivo em alto mar (off shore) no litoral do Nordeste, adianta o engenheiro de pesca Khaue Silva, da Coordenação de Planejamento e Ordenamento de Águas Marinhas da União do Ministério da Pesca e Aquicultura. Grandes cultivos mar adentro, com tecnologia e automação, já são desenvolvidos por países como a Noruega.   No caso brasileiro,  entre os peixes considerados para o cultivo estão o beijupirá e o robalo.

Além dos representantes da Noruega e do MPA,  participam do seminário dirigentes do governo brasileiro vinculados aos ministérios das Relações Exteriores (MRE), Meio Ambiente (MMA), Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e Defesa/Marinha do Brasil (MB). Também estão presentes representantes do Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (Conape).

Fonte:
Ministério da Pesca e Aquicultura

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

registrado em: , ,

banner_servico.jpg

Erro
Ocorreu um erro enquanto renderizando o portlet.

Últimas imagens

Melhor navegabilidade da bacia do Tocantins-Araguaia também vai favorecer pequenas comunidades agrícolas
Melhor navegabilidade da bacia do Tocantins-Araguaia também vai favorecer pequenas comunidades agrícolas
Foto: Divulgação/Ministério da Integração
Ministro das Cidades, Bruno Araújo, participa de evento do programa Minha Casa Minha Vida, que beneficiou cerca de 360 famílias em São Paulo
Ministro das Cidades, Bruno Araújo, participa de evento do programa Minha Casa Minha Vida, que beneficiou cerca de 360 famílias em São Paulo
Divulgação/Ministério das Cidades
A iniciativa possibilitará uma oferta maior de água para as populações rurais atingidas pela estiagem e seca.
A iniciativa possibilitará uma oferta maior de água para as populações rurais atingidas pela estiagem e seca.
Foto: Adriana Fortes/MD
Na cerimônia, 480 casas do Residencial Maria Pires Perillo foram entregues.
Na cerimônia, 480 casas do Residencial Maria Pires Perillo foram entregues.
Divulgação/ministério das Cidades
A Aneel fiscalizará o custo, que a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) deverá cobrir para garantir as adequações.
A Aneel fiscalizará o custo, que a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) deverá cobrir para garantir as adequações.
Foto: Renato Sette Câmara/Prefeitura do Rio

Governo digital