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Infraestrutura

Dilma Rousseff assina contrato de nova ponte sobre rio Guaíba

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Com quase 2 quilômetros de extensão, empreendimento tem o objetivo de desafogar tráfego no acesso e saída de Porto Alegre
por Portal Brasil publicado: 31/03/2014 12h45 última modificação: 30/07/2014 03h07

A presidenta Dilma Rousseff participou na manhã desta segunda-feira (31), em Brasília, da cerimônia de assinatura do contrato de construção da nova ponte sobre o rio Guaíba, no Rio Grande do Sul, obra avaliada em R$ 649,6 milhões.

Com 1,9 quilômetro de extensão, o empreendimento oferecerá uma opção de acesso entre a região metropolitana de Porto Alegre e o Sul do Estado, em um trajeto que passará pela Ilha do Pavão até a Ilha Grande dos Marinheiros e fará a conexão com rodovias de integração nacional.

“Na minha agenda, adquiriu peso significativo a 2ª ponte do Guaíba, pela importância dessa ponte para a população do Rio Grande do Sul, para o desenvolvimento do Estado e para a qualidade de vida dos porto-alegrenses, integrantes e toda  a região metropolitana”, declarou a presidenta.

A obra visa restabelecer o nível de serviço adequado na chegada e saída de Porto Alegre, tendo em vista o esgotamento de capacidade do sistema atual. A situação foi agravada nos últimos anos devido a falhas no sistema operacional da ponte antiga – denominada Ponte Getúlio Vargas – e pelos constantes içamentos do vão móvel que acabam gerando enormes congestionamentos no sistema viário da capital e rodovias da região.

De 1999 até 2010, a ponte foi interditada quatro vezes em consequência dessas falhas. “Pela proximidade pessoal que temos com o problema, por eu morar - eu estou presidente mas moro em Porto Alegre - e querer ver esse problema superado. Sei que acontece no trânsito da capital quando se eleva o vão da ponte do Guaíba”, completou a presidenta.

Também presente na cerimônia, o ministro dos Transportes, César Borges, lembrou que a população luta pela nova opção de acesso há muitos anos: “A efetivação desse empreendimento é um anseio da região do Rio Grande do Sul, de Porto Alegre e a expectativa é que 50 mil veículos circulem pela ponte. A atual foi inaugurada no ano de 1958, ou seja,  há 55 anos. Há muito, a população do Estado almejava por essa nova ponte”.

A previsão é que um total de 1.100 operários sejam contratados durante os três anos em que o empreendimento estará em obras. O responsável pela construção é o Consórcio Ponte do Guaíba, das empresas Queiroz Galvão e EGT Engenharia, que se sagrou vencedor da licitação com uma oferta 26% abaixo do valor orçado.

O resultado da licitação para a contratação de empresa responsável pela elaboração dos projetos básico e executivo de engenharia e pela execução das obras de construção da segunda ponte sobre o rio Guaíba e acessos foi homologado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) na última quarta-feira (26).

Realocação de famílias

Logo após a assinatura do contrato, o DNIT e o Consórcio Ponte Guaíba vão a campo identificar terrenos para a realocação das famílias que serão afetadas pelas obras da Segunda Ponte, o mais próximo possível da área de intervenção, a fim de minimizar os impactos. Simultaneamente, será realizado o detalhamento do cadastro dos moradores, tendo como base o levantamento preliminar elaborado pela Prefeitura de Porto Alegre, que identificou cerca de 850 famílias.

O programa de realocação na Ponte do Guaíba será similar ao realizado na BR-448 – a rodovia do Parque, reconhecido internacionalmente como modelo de realocação humanizada. Este programa não se limita à transferência das famílias para novas unidades habitacionais, com toda a infraestrutura necessária. Envolve também ações sociais, como capacitação, geração de trabalho e renda, educação ambiental e patrimonial, planejamento e gestão de orçamento familiar, desenvolvimento de organização comunitária, além de encaminhamento aos serviços públicos, como obtenção de documentos, acesso à educação e saúde, entre outros. O objetivo é proporcionar a melhoria da qualidade de vida das quase 3.500 pessoas que serão afetadas pelas obras, e garantir a sustentabilidade do empreendimento.

Fonte:

Portal Brasil com informações de Ministério dos Transportes e Dnit

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