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Infraestrutura

Empresa busca aumentar conhecimento de áreas com potencial mineral

Recursos minerais

Serviço Geológico do Brasil bate recorde de produção de mapas para fomentar pesquisa de bens minerais na região amazônica
por Portal Brasil publicado: 26/03/2014 11h55 última modificação: 30/07/2014 03h07

Em 2013, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) disponibilizou 56 novos mapas de cartografia geológica. Esses são os primeiros resultados da estratégia da empresa para alavancar o conhecimento de áreas com potencial mineral no país, em especial, na região amazônica. As folhas mapeados perfazem 298.500 km², que correspondem a 3,51% do território brasileiro A iniciativa visa agilizar a disponibilização de informações geológicas necessárias para fomentar a pesquisa de bens minerais, essenciais para o desenvolvimento do país.

“Os resultados mostram que produzimos mais mapas geológicos em menos tempo, usando como estratégia a geração de dois produtos cartográficos durante a execução dos projetos de mapeamentos geológicos tradicionais, nas escalas 1:100.000 e 1:250.000”, diz Roberto Ventura, diretor de Geologia e Recursos Minerais da CPRM. Ele explica que ao fim do primeiro ano de execução de cada projeto é disponibilizado um mapa preliminar em formato PDF, factual e descritivo e com enfoque litoestratigráfico, contendo todos os dados de campo acrescidos de análises petrográficas.

“No segundo ano, é apresentado o mapa final, essencialmente interpretativo, com o suporte de análises litogeoquímicas e geocronológicas, com delimitação e detalhamento de áreas mais potenciais para conter mineralizações. Este mapa será acompanhado de nota explicativa e dos bancos de dados preenchidos”, informa Ventura, destacando que a chegada de novos geólogos na empresa, contratados recentemente por meio de concurso público vai ajudar a ampliar ainda mais, os trabalhos de mapeamento geológico desenvolvidos pela CPRM. 

Segundo Reginaldo Alves dos Santos, Chefe do Departamento de Geologia (Degeo), em 2013 a CPRM produziu 45 mapas geológicos na escala de 1:100.000, sendo 6 em parceria com Universidades, além de 2 mapas na escala 1:50.000. Na escala 1:250.000 foram concluídos 9 mapas. Os mapeamentos foram realizados nos estados do Piauí, Pernambuco, Ceará, Bahia, Rondônia, Santa Catarina, Pará, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. 

Mapas de integração Geofisíca/Geológica

 Nos últimos dez anos, a CPRM realizou um ambicioso programa de levantamentos geofísicos em todo território brasileiro. Hoje, mais de 90% do embasamento cristalino já está coberto por levantamentos aerogeofísicos (magnetometria e gamaespectrometria), o que levou a CPRM implementar uma nova estratégia para agregar valor a esses levantamentos e agilizar a cartografia geológica do Brasil. Essa estratégia visa a  da produção intensiva de Mapas de Integração Geofísica-Geológica, na escala 1:250.000, com prioridade na região amazônica.

Estes produtos, a serem concluídos e disponibilizados no máximo de prazo de 1 ano, visam agregar valor aos levantamentos aerogeofísicos de alta resolução  realizados pela CPRM,  através da integração da interpretação dos produtos da aerogeofísica com os dados de cartografia geológica histórica e de interpretação das diversas imagens de sensores remotos existentes. As áreas anômalas identificadas serão checadas no campo. Estes mapas servirão também para a seleção de áreas para novos projetos de cartografia geológica, priorizando-se sempre os ambientes geológicos favoráveis a mineralizações, como por exemplo, áreas de relevante interesse mineral. Em 2013 foram finalizados 15 mapas na escala 1:250.000, nos estados de Tocantins, Pará, Amazonas, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Capacitação 

Para garantir a qualidade dos mapas geológicos, a CPRM reativou o Centro Integrado de Estudos Geológicos (CIEG) de Morro do Chapéu, na Bahia. O objetivo é reciclar e capacitar os geólogos envolvidos em projetos de cartografia geológica.  No CIEG são ministrados cursos práticos, focados principalmente na correta obtenção e interpretação dos produtos da aerogeofísica e dos diversos sensores remotos, e nos procedimentos de reconhecimento, descrição e interpretação dos dados de afloramentos e sua representação cartográfica.  As atividades de campo são desenvolvidas na Chapada Diamantina e na Faixa Sergipana. Nos últimos dois anos, 65 geólogos de todas as unidades regionais passaram pelo CIEG. A previsão é que estes cursos continuem em 2014 e sejam estendidos aos novos profissionais contratados  pela empresa. 

Fonte:
Serviço Geológico do Brasil

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