Infraestrutura
Famílias do Distrito Federal recebem unidades do Minha Casa Minha Vida
Habitação
O ministro das Cidades, Gilberto Magalhães Occhi, entregou neste sábado (29), 224 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), na Região Administrativa Paranoá, Distrito Federal (DF). Com investimento de R$ 45,52 milhões do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), o residencial Paranoá Parque vai beneficiar cerca de 896 pessoas com renda mensal de até R$ 1,6 mil.
Durante a entrega, Gilberto disse que os beneficiários devem entrar de cabeça erguida e com paz de espírito em suas novas moradias por ser um direito de todo cidadão. “O que estamos fazendo não é um favor. O MCMV é um direito de todos”, afirmou o ministro.
As unidades entregues fazem parte do Residencial Paranoá Parque que irá beneficiar 896 pessoas com renda familiar de até R$1,6 mil. O investimento é de R$ 45,52 milhões do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). A entrega é a primeira fase de um empreendimento com previsão de construção de 6.240 unidades distribuídas em 390 blocos de apartamentos de quatro pavimentos.
Ao discursar para os beneficiários das unidades do MCMV, o ministro das Cidades fez quatro pedidos aos novos moradores: agradecer a Deus, cuidar e conservar o imóvel, pagar as prestações em dia e não vender. “O dinheiro do pagamento vai ajudar as próximas famílias que irão ganhar o MCMV. Não vamos ter uma segunda chance. Esse é um patrimônio único”, disse.
O ministro entregou as chaves do novo apartamento do Josiel Florêncio, 35 anos, pai de cinco filhos. Durante a visita, Gilberto Occhi destacou que o MCMV é destinado para as famílias de baixa renda e os imóveis devem ser construídos com toda qualidade necessária. “Vamos continuar com as politicas públicas que tanto nos orgulha e ajuda os brasileiros que mais precisam”, destacou.
O beneficiário Josiel Florêncio morou de aluguel a vida inteira. Atualmente, estava vivendo em Planaltina em uma casa no tijolo e piso sem cerâmica em que pagava R$ 400 por mês. “É muita emoção. Minha vida já mudou. É só vitória daqui para frente”, falou emocionado. O sonho do novo morador era ter uma vida melhor e oferecer estabilidade aos seus filhos. “Quem vive de aluguel é um sufoco. Tenho filho que usa fraldas e vivíamos com a alimentação básica. Agora tudo mudou”, disse.
Dona Maria Helena de Jesus, 54 anos, não conseguia conter a emoção no momento em que recebeu as chaves de seu apartamento. Ela tem dois filhos, uma delas é Brenda Lorrane, 12 anos, que tem Síndrome de Down. Dona Maria morou de aluguel e de favor todos estes anos. “ Minha filha nunca teve um quarto e agora vai ter. Vai sobrar dinheiro para que eu possa cuidar melhor dela”.
O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, disse que os apartamentos são de boa qualidade e bom acabamento, com equipamentos públicos, creches e escolas. “Este é um patrimônio que o trabalhador está recebendo para abrigar sua família e ter tranquilidade", finalizou o ministro.
Os apartamentos têm área privativa de 46,22 m² e 46 m², compostas por dois quartos, circulação, sala, cozinha, banheiro, área de serviço e piso cerâmico em todos os ambientes. A infraestrutura interna do residencial conta com rede de água, esgotamento sanitário, energia elétrica, iluminação pública, drenagem e pavimentação.
As famílias beneficiadas serão atendidas por três escolas de Ensino Infantil, oito escolas de ensino fundamental, uma escola de ensino médio, quatro postos de saúde, três postos de assistência social, posto de segurança pública de bombeiro, polícia militar e polícia civil, espaço comunitário com banheiro e sala de documentos.
No País, o programa MCMV contratou, desde 2009, mais de 3,2 milhões de moradias e entregou 1.547.473, com investimento de R$ 205,5 bilhões.
Minha Casa Minha Vida
O programa MCMV foi lançado em março de 2009 pelo governo federal para permitir o acesso à casa própria para famílias de baixa renda. Além do objetivo social, o programa gerou emprego e renda, nos últimos anos, por meio do incremento da cadeia produtiva do setor da construção civil.
O MCMV subsidia a aquisição da casa/apartamento próprio para famílias com renda até R$ 1,6 mil e, facilita as condições de acesso ao imóvel para famílias com renda até R$ 5 mil.
As obras do MCMV estimulam a cadeia produtiva da indústria da construção civil com a geração empregos e renda para milhares de trabalhadores, além de ganhos significativos em escala para o comércio e a indústria nacional.
Em 2012, o MCMV teve um impacto estimado em 0,68% no Produto Interno Bruto (PIB) do país. Foram gerados aproximadamente 1,3 milhão de postos de trabalho formais, viabilizados pela superação da marca de dois milhões de unidades contratadas.
Como participar
A principal condição para uma família adquirir um imóvel por meio do MCMV é estar enquadrada nas faixas de renda previstas no programa (veja abaixo). As famílias com renda bruta mensal de até R$ 5 mil podem participar do programa, desde que não possuam casa própria ou financiamento em qualquer unidade da federação, ou tenham recebido anteriormente benefícios de natureza habitacional do governo federal.
A seleção dos beneficiários é de responsabilidade das prefeituras para as famílias com renda mensal de até R$ 1,6 mil. Os interessados devem se cadastrar na sede administrativa do município. Nas outras duas faixas de renda a contratação é feita diretamente com a construtora com financiamento pela Caixa Econômica Federal ou Banco do Brasil.
Faixa 1 - Famílias com renda mensal bruta de até R$ 1.600,00.
Faixa 2 - Famílias com renda mensal bruta de até R$ 3.275,00.
Faixa 3 - Famílias com renda mensal bruta acima de R$ 3.275,00 até R$ 5 mil.
Uma das regras do contrato assinado entre os beneficiários do MCMV e o agente financeiro (Caixa ou Banco do Brasil) determina que o novo morador da Faixa 1 (até R$ 1,6 mil) não pode vender o seu imóvel, sem a devida quitação. É o que determina a Lei 11.977/2009, no artigo 6º-A, § 5º. O beneficiário do programa, de qualquer faixa de renda, que vender seu imóvel não terá direito a novo subsidio habitacional do governo federal.
Quando há denúncia do descumprimento desta regra, o agente financeiro protocola notícia-crime na Polícia Federal. Além disso, notifica aos moradores para que comprovem a ocupação regular do imóvel. Caso fique comprovada a venda do imóvel para terceiros, o banco cancela o contrato e repassa a unidade para outra família inscrita e selecionada pela prefeitura municipal.
A Caixa criou o Programa Caixa de Olho na Qualidade com medidas para ampliar o atendimento aos beneficiários do MCMV. Neste programa tem a opção de denúncia de uso irregular, invasão ou ociosidade. O telefone é 0800 721 6268 e a ligação é gratuita.
O programa possui cinco modalidades para a Faixa 1:
Empresas: atende famílias com renda mensal de até R$ 1.600, por meio da transferência de recursos ao Fundo de Arrendamento Residencial. Nessa modalidade, a maior parte do subsídio é da União. A parcela paga pelo beneficiário é de 5% da renda mensal, com prestação mínima de R$ 25.
Entidades: para as famílias com renda mensal de até R$ 1.600,00 organizadas em cooperativas habitacionais ou mistas, associações e demais entidades privadas sem fins lucrativos. O trabalho é feito por meio da produção, aquisição ou requalificação de imóveis já existentes. A União concede subsídio para a construção da unidade por meio da concessão de financiamentos a beneficiários organizados de forma associativa por uma entidade. A parcela paga pelo beneficiário é de 5% da renda mensal, com prestação mínima de R$ 25.
Municípios com até 50 mil habitantes: atende às famílias com renda mensal de até R$ 1.600,00 em municípios com menos de 50 mil habitantes, não integrantes de regiões metropolitanas das capitais estaduais. O subsídio é da União, sendo que o valor de contrapartida pode ou não ser cobrado do beneficiário.
FGTS: para atender às famílias com renda mensal até R$ 5 mil por meio do financiamento com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.
Rural: modalidade destinada aos agricultores familiares e trabalhadores rurais com renda anual bruta de até R$ 15 mil, para o Grupo 1, de R$ 15 mil a R$ 30 mil para o Grupo 2 e de R$ 30 mil a R$ 60 mil para o grupo 3.
Os recursos do MCMV são do orçamento do Ministério das Cidades repassados para a Caixa Econômica Federal, que é o agente operacional do programa. Para atender à Faixa 1, nas modalidade Empresas e Entidades, a Caixa e o Banco do Brasil analisam e aprovam a contratação dos projetos apresentados pelas construtoras, conforme as diretrizes definidas pelo Ministério das Cidades. A liberação dos recursos ocorre a cada medição de obra.
Nas outras faixas de renda e modalidades, os recursos são repassados pelo ministério à Caixa para subsidiar os contratos de financiamento dos interessados na aquisição do imóvel tanto na área urbana como na rural. A contrapartida dos municípios é para a construção da infraestrutura externa, assim como alguns equipamentos públicos como escolas, postos de saúde e creches.
Fonte:
Ministério das Cidades
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