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Infraestrutura

Plano de Negócios da Eletrobras prevê R$ 61 bi em investimentos até 2018

Mercado de Energia

PDNG divulgado pela empresa estipula aportes em três áreas de negócio; com R$ 35 bilhões, geração é o principal destino
por Portal Brasil publicado: 28/03/2014 18h04 última modificação: 30/07/2014 03h07

O presidente da Eletrobras, José da Costa, apresentou hoje (28), em Brasília, o Plano Diretor de Negócios e Gestão (PDNG) para o período entre 2014 e 2018. Segundo o executivo, o Plano prevê investimentos de R$ 60,8 bilhões, para o quinquênio, nas três áreas de negócio da empresa, ficando Geração com R$ 35,4 bilhões, Transmissão com R$ 17,3 bilhões e Distribuição, com R$ 8,1 bilhões.

O resultado negativo de R$ 6,3 bilhões no exercício de 2013 não chegou a abalar a confiança do executivo no futuro da Eletrobras. “O resultado foi afetado por eventos não recorrentes como o Plano de Incentivo ao Desligamento”, disse Costa. O PID foi responsável por uma despesa de R$ 1,7 bilhão no ano passado, mas, de acordo com o presidente da Eletrobras, ele se pagará rapidamente. “O plano levará a uma redução de R$ 1,2 bilhão por ano na folha”, disse José da Costa, para quem o resultado deste ano será muito diferente do de 2013. “Todos nossos estudos apontam que a Eletrobras terá lucro em 2014”, afirmou.

José da Costa afirmou que, do total dos recursos necessários para o cumprimento do PDNG-2014/2018, R$ 33,1 bilhões já estão contratados. As fontes dos recursos já garantidos são divididas em R$ 14,2 bilhões provenientes das indenizações obtidas pela antecipação das renovações das concessões, R$ 13,5 bilhões de empréstimos contratados e R$ 5,4 bilhões do caixa da empresa. O presidente da Eletrobras não acredita que o rebaixamento do “rating” da companhia pela Standard&Poor’s, seguindo a avaliação de risco do país, vá afetar a capacidade dela de obter empréstimos. “A Eletrobras é uma empresa sólida, líder do mercado de energia elétrica no Brasil, dona de 33% da capacidade de geração e de 52% das linhas de transmissão do país, e uma das 15 maiores do mundo em seu ramo de negócios. Com esse portfólio, não creio que haja qualquer dificuldade de obtermos financiamento para nossos projetos”, disse o executivo.

O porte da Eletrobras, para o presidente da empresa, é um fator decisivo em seu favor. Como exemplo, ele citou a presença da subsidiária Eletrobras Furnas no consórcio que venceu hoje o leilão da usina Três Irmãos, que pertencia à Cesp – em associação com o Fundo Constantinopla, a controlada da Eletrobras arrematou o empreendimento propondo receber R$ 31,6 milhões por ano  ao longo de 30 anos. “A operação de Três Irmãos é vantajosa para nós porque temos outras usinas na região. Estamos tirando partido de nosso tamanho”, analisou Costa, que, no entanto, não disse se as empresas Eletrobras participarão do leilão de energia A-0, marcado para 25 de abril. “Teremos que ver as condições. Não é uma análise simples”.

Com investimentos previstos pelo PDNG, a Eletrobras, de acordo com José da Costa, terá, em 2018, uma capacidade instalada de 56,4 GW, 13,4 GW (31,1%) a mais do que em 2014, sendo que, desse total, 12,8 GW já estão contratados. “Teremos, então, um market share de 35% da geração do país”, pontuou Costa. Na transmissão, a participação da Eletrobras deverá se manter, com o crescimento da extensão das linhas de transmissão de 57,3 mil quilômetros, em 2014, para 76,5 mil quilômetros em 2018 – mais 19,2 mil quilômetros, dos quais 7,4 mil quilômetros já estão contratados. Já na distribuição, a meta da empresa é ter 4,7 milhões de clientes, contra os 3,9 milhões de 2014 (aumento de 20,5%).

A reestruturação do modelo de negócios do Sistema Eletrobras é outra oportunidade de reduzir os custos, segundo José da Costa. Desde setembro, técnicos das empresas Eletrobras vêm estudando a questão, contando com a assessoria da consultoria alemã Roland Berger. “É um trabalho que deverá estar concluído em junho deste ano”, disse o executivo.

Fonte:
Eletrobras

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