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Infraestrutura

Diretor da Eletrobras apresenta projeto das hidrelétricas Garabi e Panambi

Setor energético

Em audiência no Rio Grande do Sul com grupo de prefeitos e Tarso Genro, Valter Cardeal detalha projeto para construção das usinas
por Portal Brasil publicado: 08/04/2014 11h31 última modificação: 30/07/2014 03h03

Em audiência realizada no Palácio Piratini, no Rio Grande do Sul, com a presença do governador do estado, Tarso Genro, o diretor de Geração da Eletrobras, Valter Cardeal, afirmou aos prefeitos da região na qual estão sendo realizados estudos para a construção das hidrelétricas Garabi e Panambi que as duas usinas só serão efetivamente construídas se forem melhorar a vida da população local.

Segundo Cardeal, todas as cidades que participarão do empreendimento terão um salto na qualidade de vida e infraestrutura, como está acontecendo em todas as regiões do Brasil nas quais a Eletrobras participa de empreendimentos hidrelétricos. “O investimento técnico-econômico é viável, mas é a questão socioambiental que definirá a continuidade dos estudos”, resumiu o executivo.

Convidado pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Rio Grande do Sul (CDES-RS) para falar sobre a construção do Complexo Hidrelétrico Garabi-Panambi, o diretor da Eletrobras, além de realizar uma apresentação detalhada, distribuiu material contendo todas as informações sobre a situação atual do projeto. Para Cardeal (com o microfone, na foto abaixo, ao lado do governador Tarso Genro), o importante para a Eletrobras é dialogar com a comunidade, buscar minimizar impactos ambientais e potencializar os benefícios econômicos e sociais das atividades relacionadas à construção, que envolve os governos do Brasil e da Argentina. “Sei da angústia de todos, mas só agora em 2014 tivemos as condições necessárias para iniciar o processo. Vamos ouvir todos, governo do estado, prefeitos e as demandas das comunidades da região que será atingida pelo empreendimento”, destacou. 

O governador Tarso Genro informou que está sendo iniciado um processo de médio e longo prazo, que certamente terá um grande impacto na região. O governador afirmou que o governo do estado será um dos interlocutores da Eletrobras, em articulação com as comunidades e as prefeituras da região.

O complexo

Segundo Valter Cardeal, o Complexo Hidrelétrico Garabi-Panambi tem previsão de gerar 2.200 MW, energia a ser igualmente dividida entre os dois países. O projeto tem um custo estimado de US$ 5,2 bilhões. Nos estudos de inventário já concluídos, foram estimados cerca de 12,5 mil empregos entre as duas unidades, empregando 70% de mão de obra local. A barragem de Garabi terá cerca de 40 metros de altura e 3,2 mil metros de comprimento, enquanto a barragem de Panambi terá cerca de 40 metros de altura e mil metros de comprimento.

A Eletrobras, em parceria com a empresa argentina Empreendimentos Energéticos Binacionales S.A. (Ebisa), desenvolve os estudos e projetos para a instalação do empreendimento no rio Uruguai, na fronteira com as províncias de Missiones e Corrientes. No Rio Grande do Sul, o complexo será construído em áreas dos municípios de Garruchos e Alecrim. A localização exata, no entanto, só será conhecida após estudos geológicos específicos nos sítios. Nos estudos de inventário – primeira parte do processo para a construção de uma hidrelétrica – foi definido que a barragem de Garabi ficaria a cerca de seis quilômetros rio abaixo da cidade de Garruchos, enquanto Panambi seria localizada a cerca de nove quilômetros rio acima da cidade de Porto Vera Cruz, no Brasil, e Panambi, na Argentina.

No Brasil, o reservatório Garabi atingirá áreas dos municípios de Garruchos, Santo Antônio das Missões, São Nicolau, Pirapó, Roque Gonzales, Porto Vera Cruz, Porto Lucena e Porto Xavier. Já o reservatório Panambi terá impactos em terras dos municípios de Alecrim, Doutor Maurício Cardoso, Novo Machado, Porto Mauá, Santo Cristo, Tucunduva, Tuparendi, Crissiumal, Derrubadas, Esperança do Sul e Tiradentes do Sul.

As obras de construção das usinas somente poderão ser iniciadas após a aprovação dos estudos de viabilidade, dos estudos de impacto ambiental, dos projetos básicos e a concessão das licenças ambientais pelos governos do Brasil e da Argentina. Depois da aprovação, as obras têm prazo de cinco anos para conclusão.

Fonte:
 Eletrobras

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