Infraestrutura
País reforça compromisso com implantação de infraestrutura para exibição da Copa
Copa do Mundo
O compromisso do governo brasileiro com a Fifa é disponibilizar a infraestrutura para a transmissão dos jogos da Copa do Mundo 2014. Foi o que disse o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, em entrevista a correspondentes estrangeiros realizada hoje, em Brasília. Bernardo esclareceu que este compromisso está expresso na Garantia 11 – Telecomunicações e Tecnologia da Informação, assinada como requisito à candidatura do Brasil à Copa do Mundo de futebol 2014.
O ministro disse ainda que para a montagem dessa infraestrutura, a Telebras investiu R$ 200 milhões na construção de uma rede de fibra óptica, duplicada e de alta capacidade, interligando as 12 cidades sede. "A Copa antecipou os investimentos na construção de infraestrutura de telecomunicações em uns quatro anos. Esse investimento já seria feito, porque nosso compromisso é aumentar o acesso à banda larga no país", disse. Bernardo acrescentou que a rede da Telebras, portanto, será usada depois dos jogos para aumentar o acesso à internet no Brasil, com venda de pontos no atacado para pequenos provedores que poderão atender às áreas onde as grandes operadoras não têm interesse em investir.
A rede de fibra óptica para a transmissão dos jogos está concluída desde o ano passado nas cidades que foram sede da Copa das Confederações. Nas outras seis cidades, a rede foi complementada ao longo de 2013/2014 e está dentro do cronograma previsto. "Os atrasos na construção de alguns estádios, como São Paulo e Curitiba, trouxeram algumas dificuldades para a montagem da rede até as salas específicas para este fim que ficam dentro dos estádios. Mas tudo está sendo superado para garantir a transmissão dos jogos", disse Bernardo.
Telefonia e internet
O ministro das Comunicações reforçou que a responsabilidade pela cobertura indoor nos estádios da Copa e das áreas adjacentes é das próprias operadoras de telefonia e o Governo Federal, por meio da Anatel, tem acompanhado as ações das empresas na instalação de equipamentos, redes de fibras e antenas dentro dos estádios.
Para esta tarefa, destacou, as operadoras de telefonia estão investindo cerca de R$ 200 milhões para oferecer aos torcedores dentro dos estádios serviços de cobertura de telefonia e wi-fi. Entretanto, segundo Bernardo, alguns estádios não permitiram às operadoras a colocação de roteadores wi-fi e outros, em vista do atraso das obras, demoraram a autorizar a entrada da companhias telefônicas nas arenas.
4G
Paulo Bernardo reafirmou que o compromisso do governo para o funcionamento do 4G não é com a Fifa e sim com os brasileiros usuários de serviços de telecom, seguindo os termos definidos no edital de licitação da faixa, realizado em junho de 2012. O documento prevê o seguinte cronograma de atendimento pela tecnologia 4G:
- até 30/04/2013 estivesse implantado nas seis cidades-sede da Copa das Confederações, ou seja, Brasília, Recife, Salvador, Rio de Janeiro, Fortaleza e Belo Horizonte;
- até 31/12/2013 em todas as cidades sede da Copa do Mundo 2014, ou seja, Cuiabá, Manaus, Porto Alegre, Natal, Curitiba, São Paulo;
- até 31/05/2014: todas as capitais com mais de 500 mil habitantes;
- até 31/12/2015: todas as cidades com mais de 200 mil habitantes;
- até 31/12/2016: todas as cidades com mais de 100 mil habitantes;
- até 31/12/2017: todas as cidades com mais de 30 mil habitantes.
O governo, segundo o ministro, tem total interesse que o serviço de internet ultrarrápida evolua e atenda com mais qualidade o cidadão brasileiro. Em março de 2013, eram 14 mil os acessos 4G no Brasil. Em fevereiro de 2014, já atingia 1,8 milhão de acessos, expressivo crescimento em menos de um ano, um aumento superior a 12.000%. "É um crescimento vertiginoso e por isso mesmo temos que cuidar da qualidade, que não é só para a Copa, mas para o funcionamento geral do sistema".
Venda de chips a estrangeiros
Bernardo lembrou que turistas estrangeiros que vão visitar o Brasil para os jogos da Copa poderão utilizar passaporte como documento para a compra de chips de celular - tecnicamente chamados de SIM cards - de operadoras brasileiras. A vantagem é que o turista vai pagar tarifas locais para uso da internet e de chamadas de voz, uma vez que o roaming internacional, nas palavras do ministro, tem uma tarifa "escandalosamente alta".
Fonte:
Ministério das Comunicações
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