Infraestrutura
Tocantins recebe três projetos de cultivo de pescado
Atividade aquícola
O governo federal, por meio do Ministério da Pesca e Aquicultura, pretende criar condições para que o estado do Tocantins responda por até 30% de toda produção da aquicultura brasileira. O ministro Eduardo Lopes participou do lançamento de três projetos de cultivo nos reservatórios das hidrelétricas Peixe Angical, São Salvador e Lageado, projetos com capacidade somada para produzir mais 112 mil toneladas ao ano.
Lopes também anunciou a licitação de três parques aquícolas no reservatório de Palmas, na Hidrelétrica de Lajeado, e a demarcação de criatórios nos lagos de Peixe Angical e São Salvador. A capacidade produtiva máxima estabelecida pela Agência Nacional de Águas (ANA) passa das 100 mil toneladas para os três projetos. Serão criadas espécies nativas como o pirarucu, o pacu, o tambaqui e o surubim.
“Nossa meta, a partir de agora, é fazer com que essas áreas comecem a produzir o quanto antes”, destacou o ministro, ao discursar na cidade de Peixe, ao lado do governador do estado, Sandoval Cardoso. “Nós acreditamos muito na aquicultura, que poderá levar o desenvolvimento para a região Sudeste. Por isso vamos dar todo o apoio a essa iniciativa”, assegurou o governador.
O ministro lembrou que, com o desenvolvimento dos cultivos em Tocantins, o governo planeja novos investimentos, com o objetivo de estruturar toda a cadeia produtiva. “Mercado não nos falta. O Brasil hoje é importador de pescados. E não podemos aceitar que um País tão grande, com tanto potencial, produza e exporte menos que o Vietnã, que é menor que o Estado do Rio de Janeiro”, complementou.
Os prefeitos das cidades lindeiras aos lagos de Peixe Angical e São Salvador acreditam que a aquicultura é o caminho para que os reservatórios se transformem em estruturas produtivas, capazes de gerar desenvolvimento para a região, apontada como integrante do chamado “corredor da pobreza”, que vai do Norte ao Sertão Nordestino.
“É uma nova alternativa de renda, que pode mudar a realidade da nossa cidade”, observou a prefeita de Peixe, Neila Pereira. “Esse projeto trará sustentabilidade ao pescador e desenvolvimento para a nossa cidade”, concordou o prefeito de São Salvador, Charles Barbosa.
Crédito Garantido
Assim que as licitações forem concluídas, os pescadores e aquicultores envolvidos com os projetos poderão contar com o Plano Safra da Pesca e da Aquicultura. Segundo Eduardo Lopes, o Ministério não medirá esforços para remover todo e qualquer entrave que for imposto aos produtores e venha inibir o acesso ao crédito.
Ele lembrou que, no ano passado, Tocantins obteve somente R$ 6 milhões em créditos do programa. Com os títulos de cessão de uso da água pública, ainda conforme o ministro, os produtores e pescadores ficam aptos a participar do Plano Safra. Somente para este ano ainda estão disponíveis mais de R$ 3 bilhões.
“Hoje eu deixo o Tocantins com a sensação de estar cumprindo o meu dever. Quando eu assumi como ministro, a presidenta Dilma me deu a tarefa de aumentar a produção de pescados e nós estamos trabalhando para atingir esse objetivo”, complementou Eduardo Lopes.
Cultivo de pescado
Localizada no rio Tocantins, em Paranã, Palmeirópolis e São Salvador, a usina hidrelétrica de São Salvador está distante aproximadamente 80 quilômetros da hidrelétrica de Peixe Angical. O lago tem 104 quilômetros quadrados e profundidade também de dez metros. A capacidade de suporte estabelecida é de 27,3 mil toneladas de pescado ao ano. Para as duas áreas está autorizado o cultivo do pacu, do piauçu, do lambari, do tambaqui, pirarara e, pirapitinga, pirarucu.
Um dos mais importantes projetos de cultivo de pescado do País está no estado do Tocantins, no Lago de Lageado, na região da capital, onde já foram licitados 10 parques aquícolas, com capacidade para produzir 130 mil toneladas de pescado ao ano. Os três novos parques que serão anunciados pelo ministro podem agregar mais 42 mil toneladas de pescado à produção do estado.
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