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Infraestrutura

Governo autoriza exploração comercial de aeroporto na região metropolitana de Recife

Aeroportos

Pela primeira vez, governo federal permite exploração comercial a empreendimento já em operação, destinado à aviação executiva
por Portal Brasil publicado: 22/05/2014 16h35 última modificação: 30/07/2014 03h02

O ministro da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, assinou a outorga do Aeródromo Coroa do Avião (SIFC) na tarde de ontem (21). É a primeira vez que o governo federal permite a exploração comercial de pousos e decolagens de aeronaves a um empreendimento já em operação, destinado à aviação executiva. O empreendimento é 100% privado, instalado no terreno da Gran Marco Construtora.

Localizado na região metropolitana de Recife, o aeródromo passará a servir à aviação executiva e poderá ser explorado comercialmente. A medida ainda deve resultar no desafogo do Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes - Gilberto Freyre.

 Até então, a comercialização do espaço girava em torno dos espaços nos hangares para abrigar helicópteros, aviões e jatos executivos. “Há um esforço de criar condições para que a iniciativa privada opere nos aeroportos da aviação geral. Esse aeroporto tem capacidade para operar com aviões executivos, assim cumprindo a política que estamos executando no país”, defendeu o ministro ao citar o Programa de Investimento em Logística: Aeroportos, coordenado pela Secretaria da Aviação Civil (SAC).

Desde que entrou em operação, em 2012, o aeródromo teve sua infraestrutura ampliada. Graças a esses investimentos, o espaço poderá ser uma opção para a aviação executiva ao Aeroporto de Internacional de Recife/Guararapes – Gilberto Freyre, principalmente durante o período da Copa do Mundo de 2014. Nesse tipo de aeródromo não são permitidas as operações de voos regulares. Atualmente, uma média 60 pousos e decolagens são registradas no aeroporto por dia.

Quando for concluído, o espaço de 90 hectares será ocupado com 10 hangares de três mil metros quadrados cada; 22 hangares de mil metros quadrados (hoje existem três); oito hangares de 540 metros quadrados (hoje há dois); além de um terminal de passageiros e centros de manutenção e treinamento. A capacidade do aeroporto passará a ser de 240 aeronaves. 

Audiência Pública

Em audiência pública na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, na quarta-feira (21), Moreira Franco declarou que o governo pretende conceder autorizações para que aeroportos privados prestem serviços na área de aviação comercial. De acordo com o ministro, a medida se refletirá no fortalecimento da aviação regional, além de atender a alta demanda de aviação executiva.

“O governo avalia a possibilidade de a Secretaria de Aviação Civil autorizar aeroportos privados a operar voos comerciais. Há projetos nesse sentido para os estados de São Paulo e Rio de Janeiro”, disse Moreira Franco. “Ademais, amanhã assinarei outorga para exploração de aeródromo de Igarassu, em Pernambuco, que é utilizado pela aviação executiva e poderá ser explorado comercialmente”, completou.

Aviação regional

A região nordeste será beneficiada com o programa de aviação regional desenvolvido pela SAC. São, ao todo, 62 aeroportos distribuídos na região, que atendem demanda de 3,5 milhões de passageiros por ano, para uma demanda projetada de 10 milhões e meio de passageiros em 2025.

Em Pernambuco, nove aeroportos estão no plano de aviação regional, sendo que seis já estão em fase de estudo preliminar (Afogados da Ingazeira, Araripina, Arcoverde, Caruaru, Garanhuns e Serra Talhada), dois em fase de estudo de viabilidade técnica (Fernando de Noronha e Salgueiro) e um ainda está em fase inicial (Petrolina). Ao todo o investimento previsto para o estado é de R$ 216,8 milhões.

“Temos em torno de 700 aeroportos, mas só 120 operando. Esse número é baixíssimo. Não temos aeroportos suficientes para a demanda atual. Além disso, a construção ou melhoria desses terminais gera empregos diretos, indiretos e estimula o desenvolvimento local”, explicou Moreira Franco, durante o evento. Ele ainda lembrou que a política de aviação entregou, por meio das concessões, melhorias nos principais aeroportos do país, como Brasília e Guarulhos.

Fonte:
Secretaria de Aviação Civil

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