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Infraestrutura

Grupo Técnico avalia medidas de contingência para Cantareira

Recursos hídricos

Daee promove reunião para discutir situação do Sistema, responsável pelo abastecimento de população de São Paulo
por Portal Brasil publicado: 13/05/2014 18h16 última modificação: 30/07/2014 03h01

A Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) do estado de São Paulo coordenaram reuniões com prefeitos, companhias de abastecimento e usuários de recursos hídricos localizados nas áreas de influência do Sistema Cantareira.

O objetivo dos encontros foi fazer avaliações conjuntas sobre a situação de estiagem, seu impacto sobre as vazões outorgadas e possíveis medidas de contingência.

Foram convidados para as reuniões, a direção dos comitês de bacias hidrográficas locais, representantes de mais de 60 prefeituras da região no trecho paulista e as respectivas prestadoras do serviço de saneamento, representantes das prefeituras e respectivas operadoras do serviço de saneamento das quatro cidades mineiras, além de representantes de indústrias e sindicatos rurais.
 
A primeira reunião ocorreu na última quarta-feira (7) em Extrema (MG) com representantes das prefeituras, prestadoras do serviço de saneamento, indústrias e sindicatos rurais de Extrema, Camanducaia, Itapeva e Toledo, em Minas Gerais e de Nazaré Paulista, Piracaia, Vargem e Joanópolis, em São Paulo. Nos dias 12 e 13 de maio as reuniões aconteceram no Centro de Conhecimento das Águas da Sanasa, companhia responsável pelo abastecimento de Campinas.

Na segunda (12), o encontro aconteceu na parte da tarde com os representantes das prefeituras e prestadoras do serviço de abastecimento dos municípios das bacias PCJ. Hoje (13), encontro reuniu sindicatos rurais e na parte da tarde, foram convidados representantes das 30 maiores indústrias da região e do Centro das indústrias do Estado de são Paulo (Ciesp) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP).

A ANA e o DAEE registraram os relatos de cada usuário relacionados às eventuais dificuldades para captação de água que vem sendo enfrentadas e medidas de contingência que foram adotadas ou podem vir a ser implementadas. As informações serão usadas como subsídios para futuras decisões dos dois reguladores. Não foram tomadas decisões ou anunciadas medidas durante as reuniões.

Durante os encontros, foram apresentadas aos participantes as projeções da ANA de vazões afluentes e demandas nas áreas de influência do Sistema Cantareira. O DAEE apresentou as demandas dos diversos usuários das Bacias PCJ.

Se as vazões afluentes ao Sistema Cantareira seguirem a tendência observada até o momento, de 60% da vazão mínima histórica, chegarão ao Sistema Cantareira no mês de setembro 6 m3/s. E se as vazões utilizadas pelas Bacias PCJ em setembro forem semelhantes às demandas médias observadas no histórico, de 7 m3/s, e caso se mantenham as vazões utilizadas atualmente pela RMSP, da ordem de 21 m3/s, a demanda total chegará a 28 m3/s em setembro de 2014.

Comparando a possível demanda total de 28 m3/s em setembro com a vazão afluente de 6 m3/s, haverá um déficit de 22 m3/s, que deverá ser suprido pelo volume atualmente armazenado no Sistema Cantareira, incluindo a reserva estratégica que começa a ser utilizada nesta semana.

Esta reserva tem condições de disponibilizar uma vazão da ordem de 12 m3/s, até 30/11/14, restando ainda uma reserva técnica de cerca de 50 hm3.

Portanto, para compatibilizar a demanda com a disponibilidade, parte do déficit de 22 m3/s em setembro poderá ser suprido pelo volume armazenado no Sistema Cantareira (12m3/s), mas a outra parte de 10m3/s, deverá ser atendida por meio de uma alocação prioritária entre Bacias PCJ e a RMSP.

Esses números são reavaliados periodicamente pelo GTAG-Cantareira e as vazões a serem utilizadas nos próximos meses serão definidas pela ANA e DAEE em função das vazões afluentes ao Sistema Cantareira.

Fonte:
Agência Nacional de Águas

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