Infraestrutura
Leilão de Transmissão da Aneel termina com 8 lotes licitados
Mercado de energia
O Leilão de Transmissão, promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em São Paulo, foi concluído com a concessão de 8 dos 13 lotes oferecidos. Arrematado pelo CYMI Holding S.A., o lote D tem o objetivo de atender o escoamento de potencial eólico previsto no centro da Bahia e respondeu pelo maior deságio registrado no certame (36,09%). A expectativa é que a implantação do projeto resulte na criação de 1682 empregos diretos.
Composto por linhas de transmissão nos estados do Pará e Amazonas, o lote B foi arrematado pela Abenga. A companhia também faturou o lote G, cujo objetivo é permitir o crescimento industrial previsto para a região sudeste do Pará. Nesse caso, houve um deságio de 1.00% em relação à RAP prevista pela Agência no valor de R$ 36,8 milhões.
Os empreendimentos licitados vão demandar investimentos da ordem de R$ 4,3 bilhões em 11 estados: Pará, Amazonas, São Paulo, Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Mato Grosso, Piauí, Tocantins e Paraná. A previsão é de geração de 13.396 empregos diretos. O prazo de conclusão das obras será de 24 a 43 meses e os contratos de concessão são de 30 anos.
De acordo com o Diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Reive Barros, a falta de oferta nos lotes A, H, I, J e L representa um sinal do mercado que será analisado pela agência. “Certamente faremos aglutinações e mudanças para tornar os lotes mais atrativos, mas independentemente disso, o leilão foi um sucesso, pois tivemos um deságio bom, o que indica o acerto da Aneel ao estabelecer os valores de Receita Anual Permitida (RAP)”, afirmou.
RAP
Receita Anual Permitida de referência (RAP) se trata da receita anual que a transmissora terá direito pela prestação do serviço público de transmissão aos usuários, a partir da entrada em operação comercial das instalações. Seu valor é aquele obtido como resultado do leilão, com atualização anual pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e revisão a cada cinco anos, nos termos do contrato de concessão.
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