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Infraestrutura

Ministério detalha incentivos a novos games e aplicativos

Telecomunicações

Projeção da pasta de Comunicações aponta que, neste ano, poderão ser financiados 45 projetos com esta natureza
por Portal Brasil publicado: 28/05/2014 18h16 última modificação: 30/07/2014 03h02

O Ministério das Comunicações vem incentivando o desenvolvimento de aplicativos no Brasil. Foi o que afirmou o secretário-executivo substituto do MiniCom, James Görgen, em audiência pública realizada nessa terça-feira na Câmara dos Deputados, em Brasília, sobre jogos eletrônicos e digitais no Brasil.

Uma das ações é lançar uma premiação para incentivar o desenvolvimento de aplicativos de utilidade pública e de "serious games" (jogos de conteúdo ligado a educação e saúde, por exemplo) para dispositivos móveis, que serão oferecidos gratuitamente aos brasileiros. A projeção é de que neste ano poderão ser financiados 45 apps ou games.

A iniciativa integra a Política Nacional de Conteúdos Digitais Criativos, que o ministério está formulando ao lado de diversos órgãos municipais, estaduais e federais para desenvolver e fortalecer os segmentos produtores destes conteúdos no país. Nesse sentido, como observou James Görgen, o MiniCom está aberto a novas ideias e empenhado em ampliar o diálogo não só com outros ministérios, mas também governos estaduais e instituições de pesquisa.

Mercado transversal

Para o secretário, trata-se de um novo mercado que cada vez mais se consolida como transversal, do ponto de vista do que ele pode aglutinar e agregar de valor para o país, inclusive para a balança comercial, em termos de propriedade intelectual.

"Desde 2011, o Ministério das Comunicações deixou de ter uma proposta apenas ligada à infraestrutura na área de telecomunicações e radiodifusão, e passou a desenvolver ações embrionárias em relação a uma politica de conteúdos digitais", afirmou, observando que aí estão incluídas as áreas de audiovisual, jogos, aplicativos para dispositivos móveis, simuladores e também de música e som – "que dialogam com esses segmentos".

Infraestrutura, acesso e conteúdos

Desse modo, o MiniCom passou a desenvolver ações voltadas, além da infraestrutura, para acesso e conteúdos. "A falta de recursos para esse setor é nosso maior gargalo atualmente", ressaltou. Gorgen destacou também o contraste do setor no Brasil, que é o quarto mercado consumidor de games, (movimentando R$ 850 milhões), mas que não consegue se destacar como desenvolvedor na produção mundial desses jogos. Atualmente, há 133 pequenas e médias empresas do ramo, segundo levantamento da USP encomendado pelo BNDES.

Outro ponto importante, segundo James Görgen, é que o Brasil vem perdendo grandes desenvolvedores para empresas estrangeiras. "Temos talentos reconhecidos nessa área, que estão trabalhando lá fora e que poderiam estar sendo valorizados por aqui. Gerar produtos próprios faz muita diferença", afirmou.

Arranjos Produtivos Locais

De acordo com James Görgen, a partir de 2012 o MiniCom passou a trabalhar com a ideia de investir também em capacitação e fomento para o setor de games e apps. Até agora foram investidos R$ 21 milhões, por meio de convênios com o poder público, em Arranjos Produtivos Locais (APLs), para criar uma infraestrutura compartilhada para o uso de empresas brasileiras. Já foram fechados acordos em Pernambuco, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

"Os equipamentos principais ficarão hospedados no Porto Mídia, num prédio no Recife Antigo, que já está sendo reformado", disse.

James Görgen lembrou ainda a desoneração para smartphones produzidos no Brasil e a obrigação de carregamento de apps nacionais. Houve adesão completa entre todos os fabricantes de smartphones do País e até agora foram homologados 246 aplicativos, sendo 36 deles para games. "A ideia do ministério é incorporar nesse pacote os 45 apps que pretendemos financiar por meio de edital", adiantou.

Qualificação

A indústria brasileira de games tem competência, profissionais qualificados e escolas que formam pessoas para trabalhar no setor, mas tem necessidade de maior experiência nas áreas de negócios, comercial e administrativa. A conclusão é do Levantamento de Informações sobre a Indústria de Games e Políticas Públicas para o Setor, divulgado em abril pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Fonte:
Ministério das Comunicações

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