Infraestrutura
Ministro aborda implantação de rede 4G nas cidades-sede da Copa do Mundo
Telecomunicações
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, participou de audiência pública no Senado, na terça-feira (27), onde prestou esclarecimentos sobre o setor de telecomunicações. O ministro lembrou que a implantação de tecnologia 4G foi uma das imposições do governo federal às operadoras de telefonia para a Copa das Confederações e para a Copa do Mundo.
Segundo Bernardo, o resultado da lista de exigências impostas pelo governo foi a antecipação, em cinco anos, de investimentos para que as cidades que sediarão a competição fossem servidas com internet ultrarrápida que ficarão com moderna infraestrutura de comunicações.
A rede nacional de banda larga (fibra óptica) montada pela Telebrás como parte das obrigações do governo com a Fifa será usada na Copa do Mundo 2014 para o transporte dos sinais de áudio e vídeo entre as arenas e o Centro Internacional de Transmissão, localizado no Rio de Janeiro. A Telebrás investiu R$ 110 milhões na construção de 740 km de rede nas 12 cidades sede, e R$ 14 milhões na ligação com as concentrações onde ficarão as seleções.
"Todas as instalações foram feitas de maneira a garantir com qualidade o funcionamento da rede de fibra óptica de alta capacidade necessária para a transmissão dos jogos", destacou Bernardo, segundo quem este serviço tem de estar perfeito já que a expectativa é ter 500 milhões de pessoas assistindo à abertura da Copa do Mundo e cerca de 1 bilhão o encerramento.
Questionado sobre o serviço de telefonia e internet dentro das arenas, a chamada cobertura indoor, Bernardo afirmou que em algumas arenas não houve acordo entre as operadoras de telefonia e administração dos estádios para o fornecimento do serviço WiFi além dos serviços regulares de telefonia 2G, 3G e 4G. Segundo o ministro, o wifi ajudaria a descarregar as redes de telefonia dentro dos estádios durante os jogos, mas destacou que o governo não pode obrigar a implantação do serviço. "Esta é uma negociação privada e deve ser resolvida entre as partes. Não é um assunto que caiba ao poder público resolver".
Bernardo ainda destacou os investimentos realizados pelo governo federal no reforço da fiscalização e estrutura da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), no valor de R$ 170 milhões. "O Brasil sai mais preparado nos serviços de telecomunicações", declarou.
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil













