Você está aqui: Página Inicial > Infraestrutura > 2014 > 06 > Condições de abastecimento elétrico melhoram em todo País, segundo comitê

Infraestrutura

Condições de abastecimento elétrico melhoram em todo País, segundo comitê

Setor energético

Em nota, CMSE destaca “melhoria nas condições de suprimento de energia do Sistema Interligado Nacional"
por Portal Brasil publicado: 11/06/2014 18h25 última modificação: 30/07/2014 02h59

Em reunião nesta quarta-feira (11), o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) reafirmou que o sistema elétrico nacional “apresenta-se estruturalmente equilibrado, com sobras, em termos de balanço energético”  e que dispõe das “condições para abastecimento do País.”

Em nota divulgada ao final da reunião, o comitê presidido pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, destaca que, “considerando o risco de déficit de 5%, há  sobra estrutural de cerca de 5.500 MW médios para atender a carga prevista. Com base em análises, observa-se, segundo o CMSE, “que houve melhoria nas condições de suprimento de energia do Sistema Interligado Nacional.” Confira a nota na íntegra:

"Nota Informativa de 11 de junho de 2014

O sistema elétrico apresenta-se estruturalmente equilibrado, com sobras, em termos de balanço energético, devido à capacidade de geração e transmissão instalada no País, que continua sendo ampliada este ano com a entrada em operação de usinas, linhas e subestações em fase de conclusão, considerando-se tanto o critério probabilístico (riscos anuais de déficit), como as análises com as séries históricas de vazões, para o atendimento da carga prevista para 2014, da ordem de 67.000 MW médios de energia.

Embora as principais bacias hidrográficas onde se situam os reservatórios das regiões Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste tenham enfrentado uma situação climática desfavorável no período úmido recém-encerrado, o Sistema Interligado Nacional – SIN, dispõe das condições para o abastecimento do País. Considerando o risco de déficit de 5%, conforme critério estabelecido pelo Conselho Nacional de Política Energética – CNPE, há sobra estrutural de cerca de 5.500 MW médios para atender a carga prevista, valor esse atualizado com as datas de entrada em operação das usinas para os próximos meses.

Em termos de clima, no mês de maio foram observadas precipitações acima da média nas bacias dos rios Uruguai e Jacuí, na média nas bacias dos rios Iguaçú e Paranapanema, e abaixo da média nas demais bacias do SIN. Nessas condições, as afluências verificadas em maio foram 76%, 41%, 135% e 101% da média histórica nas regiões Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste, Sul e Norte, respectivamente. No mês de junho já se identifica na região Sul, de forma aderente ao histórico, o início da estação chuvosa, com frequentes frentes frias e consequente aumento do volume de chuvas.

Considerando a configuração do sistema (parque gerador, rede de transmissão e carga) do Programa Mensal de Operação – PMO, de junho de 2014, e simulando-se o desempenho do sistema utilizando as 81 séries observadas no histórico obtêm-se valores para o risco de qualquer déficit de energia de 2,5% para a região Sudeste/Centro-Oeste  e de 0% para a região Nordeste. 

Outras avaliações de desempenho do sistema, utilizando-se o valor esperado das previsões de afluências e anos semelhantes de afluências obtidas do histórico, confirmam a garantia do suprimento no ano de 2014, uma vez que se dispõe atualmente de um parque de geração termelétrico significativo, que vem sendo utilizado sempre que necessário, como complementação à geração hidrelétrica. 

Na região Sul, as intensas chuvas observadas mais recentemente conduziram os reservatórios das bacias dos rios Uruguai, Iguaçú e Jacuí, bem como da Usina de Itaipu, praticamente a seus armazenamentos máximos. Esse fato, conjugado com o despacho de geração térmica e as medidas de flexibilização das restrições hidráulicas, para preservar os estoques existentes nos reservatórios de cabeceira nas principais bacias hidrográficas do País, também ratificam a garantia do atendimento energético em 2014.

Análises prospectivas de desempenho do sistema, para o período 2015 a 2018, utilizando todos os recursos disponíveis nos anos de 2014 e 2015, e utilizando 2.000 séries sintéticas de afluências, apontam valores para o risco de qualquer déficit de energia nas regiões Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste de 4,0% e 0,4%, respectivamente, os quais atendem ao critério de planejamento. 

Com base nas análises efetuadas, observa-se que houve melhoria nas condições de suprimento de energia do Sistema Elétrico Nacional.

O CMSE, na sua competência legal, de forma rotineira continuará monitorando as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País.

Ministério de Minas e Energia – MME
Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL
Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE
Empresa de Pesquisa Energética – EPE
Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS
Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – CEPEL (convidado)"
Fonte:

Ministério de Minas e Energia

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Erro
Ocorreu um erro enquanto renderizando o portlet.

Últimas imagens

Nono dígito passa a valer a partir deste domingo (29)
Nono dígito passa a valer a partir deste domingo (29)
Foto: MCTI
O objetivo é criar mecanismos para universalizar a internet de alta velocidade, reforçar a infraestrutura de acesso e incentivar os investimentos no setor
O objetivo é criar mecanismos para universalizar a internet de alta velocidade, reforçar a infraestrutura de acesso e incentivar os investimentos no setor
Desde 2009, Programa já entregou mais de 2,6 milhões de moradias
Desde 2009, Programa já entregou mais de 2,6 milhões de moradias
Divulgação/Ministério das Cidades
Programa já alcançou 96% dos municípios brasileiros, 5.330 cidades diferentes
Programa já alcançou 96% dos municípios brasileiros, 5.330 cidades diferentes
Iano Andrade/Portal Brasil
Terceira fase do programa vai contratar mais 2 milhões de moradias, a serem construídas até 2018
Terceira fase do programa vai contratar mais 2 milhões de moradias, a serem construídas até 2018
Divulgação/Blog do Planalto

Governo digital