Infraestrutura
Agência de classificação atribui rating à usina de Itaipu
Mercado de energia
A agência internacional de classificação de risco Moody's atribuiu rating de emissor Baa2 em moeda local e estrangeira para a Itaipu Binacional, com perspectiva estável. O comunicado sobre a classificação foi divulgado na última sexta-feira (27), no site da agência. Segundo a Moody’s, “o rating reflete o forte nível de competitividade da empresa e seu fluxo de caixa estável e previsível.”
Esta é a primeira vez que Itaipu faz um rating internacional. Até então, a empresa tinha sido avaliada somente pela Escala Nacional Brasil da Standard & Poors – conquistando rating brAAA estável.
Para chegar ao índice da Moody’s, que posiciona Itaipu num grau médio de investimento, foram avaliados dados financeiros da binacional e dados do mercado de energia brasileiro, paraguaio e internacional. Segundo a agência, a perspectiva estável do rating reflete a expectativa de que Itaipu continue apresentando fluxo de caixa estável no médio prazo.
A previsibilidade prevista pelo Tratado de Itaipu, assinado pelo governo federal do Brasil e pela República do Paraguai em 1973, é um fator importante para garantir o rating positivo. “O relatório da Moody’s deixa claro que o Tratado foi decisivo, por ser um compromisso firme e estável”, disse a diretora financeira executiva da Itaipu, Margaret Groff.
“O tamanho da empresa e o rating do governo brasileiro, Baa2 estável, também ajudaram a estabelecer a imagem de solidez e confiança que a Itaipu tem no mercado financeiro internacional”, completou a diretora.
A Moody’s também enfatizou o papel de destaque da Itaipu no mercado internacional e os recordes na produção de energia. “Itaipu se destaca claramente dos padrões internacionais como uma produtora de energia elétrica com excelente performance e níveis de geração estáveis há vários anos”, diz o comunicado.
Compromisso
Para o coordenador de gestão financeira da Itaipu, Luiz Covelo Rossi, o rating representa uma alegria e um compromisso. “É ótimo receber uma chancela da qualidade de nossa gestão, mas temos que continuar fazendo nosso papel para manter a Itaipu entre os melhores”, disse ele.
A dívida de construção, considerada alta, e as possíveis interferências políticas na gestão da empresa impedem uma classificação superior. Ainda assim, a expectativa da Moody’s é de que o rating permaneça estável pelos próximos anos, a não ser que os ratings brasileiros sejam rebaixados ou que uma mudança importante nas tarifas reduza o fluxo de caixa da Itaipu.
A principal metodologia utilizada para a classificação foi a “Serviços Públicos Não Regulamentados e Empresas de Energia”, publicada em agosto de 2009.
Itaipu Binacional
Com 20 unidades geradoras e 14.000 MW de potência instalada, a usina hidrelétrica de Itaipu fornece 16,8% da energia consumida no Brasil e abastece 75,1% do consumo paraguaio. No ano de 2013, Itaipu produziu um total de 98,63 milhões de MWh, estabelecendo um novo recorde mundial de produção de energia.
O escoamento da energia de Itaipu para o sistema interligado brasileiro, a partir da subestação de Foz do Iguaçu no Paraná, é realizado por Furnas e Copel. A energia em 50Hz utiliza o sistema de corrente continua de Furnas (Elo CC) e a energia em 60Hz utiliza o sistema de 765kV de Furnas e o sistema de 525kV da Copel. Para o sistema paraguaio a responsabilidade é da ANDE (Administración Nacional de Electricidad)
Fonte:
Itaipu Binacional
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil













