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Comitê que monitora setor elétrico reafirma capacidade de abastecimento do País

Energia e meio ambiente

Sistema elétrico tem capacidade para atender carga energética prevista para 2014, de 67.000 MW médios de energia, diz nota
por Portal Brasil publicado: 07/08/2014 10h41 última modificação: 07/08/2014 10h41

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) voltou a manifestar confiança na capacidade de abastecimento do sistema elétrico nacional. Em nota divulgada na última quarta-feira (6), o grupo presidido por Edison Lobão, ministro de Minas e Energia, afirmou que o setor está estruturalmente equilibrado, devido à capacidade de geração e transmissão instalada, para atender a carga de aproximadamente 67.000 MW médios prevista para o ano de 2014.

Em previsão sobre o próximo ano, o texto menciona análises de desempenho consultadas, as quais, "apontam valores para o risco de qualquer déficit de energia em 2015, nas regiões Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste de 4,0% e 0,4%, respectivamente, os quais atendem ao critério de planejamento". Abaixo, confira a nota informativa na íntegra. 

"Nota Informativa de 06 de agosto de 2014

O sistema elétrico apresenta-se estruturalmente equilibrado, devido à capacidade de geração e transmissão instalada no país, que continua sendo ampliada este ano com a entrada em operação de usinas, linhas e subestações em fase de conclusão, considerando-se tanto o critério probabilístico (riscos anuais de déficit), como as análises com as séries históricas de vazões, para o atendimento da carga prevista para 2014, da ordem de 67.000 MW médios de energia.

Embora as principais bacias hidrográficas onde se situam os reservatórios das regiões Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste tenham enfrentado uma situação climática desfavorável no período úmido desse ano, o Sistema Interligado Nacional – SIN, dispõe das condições para o abastecimento do País. Considerando o risco de déficit de 5%, conforme critério estabelecido pelo Conselho Nacional de Política Energética – CNPE, há sobra estrutural de cerca de 5.500 MW médios para atender a carga prevista, valor esse atualizado com as datas de entrada em operação das usinas para os próximos meses.

Em termos de clima, as precipitações nos últimos meses tem sido influenciadas pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, o que tem motivado a ocorrência de chuvas acima no normal na Região Sul e abaixo do normal no extremo norte do Brasil. No mês de julho choveu acima do normal na bacia do rio Uruguai, e próximo dos valores normais na bacia do rio Iguaçu e na subbacia associada às vazões laterais da Usina de Itaipu. Na Região Sudeste choveu ligeiramente acima dos valores normais nas bacias do rio Grande, Paranaíba e na subbacia de Três Marias. Nessas condições, as afluências verificadas em julho foram 88%, 46%, 151% e 84% da média histórica nas regiões Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste, Sul e Norte, respectivamente. O fenômeno El Niño, de intensidade moderada ou fraca, continuará se desenvolvendo nos próximos meses, implicando na continuidade das precipitações da região Sul com valores normais ou superiores à média histórica. 

Considerando a configuração do sistema do Programa Mensal de Operação – PMO, de agosto de 2014, e simulando-se o desempenho do sistema utilizando as 81 séries observadas no histórico obtêm-se valores para o risco de qualquer déficit de energia igual a zero para as regiões Sudeste/Centro-Oeste  e Nordeste. 

Outras avaliações de desempenho do sistema, utilizando-se o valor esperado das previsões de afluências e anos semelhantes de afluências obtidas do histórico, confirmam a garantia do suprimento no ano de 2014, uma vez que se dispõe atualmente de um parque de geração termelétrico significativo, que vem sendo utilizado como complementação à geração hidrelétrica. 

Na região Sul, as intensas chuvas observadas recentemente mantiveram os reservatórios das bacias dos rios Uruguai, Iguaçu e Jacuí, bem como da Usina de Itaipu, praticamente a seus armazenamentos máximos. O despacho de geração térmica e as medidas de flexibilização das restrições hidráulicas permitiram preservar os estoques existentes nos reservatórios de cabeceira nas principais bacias hidrográficas do País. Esses fatos conjugados levaram a uma menor redução do nível de armazenamento da região Sudeste/Centro-Oeste e, também, ratificam a garantia do atendimento energético em 2014, evidenciando ainda as vantagens do Sistema Interligado Nacional, capturando os benefícios da diversidade hidrológica entre as regiões.

Análises prospectivas de desempenho do sistema, para o período 2015 a 2018, utilizando todos os recursos disponíveis nos anos de 2014 e 2015 e as 2.000 séries sintéticas de afluências, apontam valores para o risco de qualquer déficit de energia em 2015, nas regiões Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste de 4,0% e 0,4%, respectivamente, os quais atendem ao critério de planejamento. 

Com base nas análises efetuadas, observa-se que as condições de suprimento de energia do Sistema Interligado Nacional mantiveram-se estáveis em relação ao mês anterior.

O CMSE, na sua competência legal, de forma rotineira continuará monitorando as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País.

Ministério de Minas e Energia – MME
Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL
Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP
Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE
Empresa de Pesquisa Energética – EPE
Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS
Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – CEPEL (convidado)."

Fonte:
Ministério de Minas e Energia

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