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Infraestrutura

Dragagem do rio Madeira será iniciada até 5 de setembro

Logística e exportação

Hidrovia do Rio Madeira é considerada fundamental para desenvolvimento regional, por conta de sua posição estratégica
por Portal Brasil publicado: 07/08/2014 11h49 última modificação: 07/08/2014 11h49
Antaq/ Divulgação Hidrovia do Rio Madeira é uma via de escoamento
de produção agrícola, além de ser utilizada como via de transporte da população da região

Hidrovia do Rio Madeira é uma via de escoamento de produção agrícola, além de ser utilizada como via de transporte da população da região

Os serviços de remoção dos sedimentos oriundos da cheia histórica do rio Madeira, ocorrida em março, deve ser iniciada em até 30 dias após a emissão da ordem de serviço, assinada nesta quarta-feira (06), em Porto Velho (RO), ou seja, até 5 de setembro. O contrato com a empresa Duotec Dragagem e Comércio LTDA, vencedora da concorrência pública, tem duração de quatro meses e prevê o desassoreamento do calado operacional nos 1.086 quilômetros da hidrovia.

A licitação foi realizada pela Companhia Docas do Maranhão (Codomar) e a Administração das Hidrovias da Amazônia Ocidental – AHIMOC. A assinatura do contrato ocorreu durante o Roadshow realizado na capital rondoniense para apresentação de resultados do Estudo de Viabilidade Técnico-Econômica e Ambiental (EVTEA) e dos projetos básico e executivo para melhoramentos na Hidrovia do Rio Madeira, Mamoré e Guaporé, a cargo do consórcio Leme/Petcon, contratado para elaboração dos estudos. 

Monitoramento permanente

A licitação para os serviços de monitoramento, dragagem de manutenção, balizamento e sinalização da hidrovia será realizada até o fim de 2014. O contrato será firmado pelo período de cinco anos.

O Sistema Hidroviário do Rio Madeira – constituído pelos Rios Madeira, Mamoré e Guaporé – é considerado fundamental para o desenvolvimento regional, devido à sua posição estratégica, localizado entre Porto Velho (RO) e a sua foz no Rio Amazonas (AM). O Rio Madeira, afluente da margem direita do Rio Amazonas, é um pilar tanto para o transporte de passageiros como de escoamento para os mercados externos da produção de grãos do Centro-Oeste, sendo uma alternativa eficaz para minimizar a saturação do modelo atual baseado no binômio Rodovia-Portos de Santos e Paranaguá.

Os investimentos garantirão a navegabilidade da hidrovia e permitirão um maior aproveitamento deste recurso natural disponível, trazendo benefícios como eficiência e segurança no transporte de carga e de passageiros, capacidade de concentração de carga e maior controle fiscal. Por outro lado, em face da redução da utilização das rodovias, serão minimizados o consumo de combustível, emissão de poluentes, número de acidentes, custos operacionais e impactos ambientais.

O consórcio Leme/Petcon levou dois anos para conclusão do EVTEA, uma vez que os estudos exigiram um intenso trabalho de campo. O desenvolvimento das ações também incluiu a realização de reuniões participativas, realizadas em sete cidades, a fim de ouvir a população sobre seus interesses, antes de realizar o projeto. A conclusão do trabalho se dá com a promoção do Road Show, apresentado em três etapas. A primeira foi realizada em Brasília (DF) na semana passada e a última ocorre na próxima sexta-feira (09), em Itacoatiara (AM).

Ponte do Rio Madeira

Aproveitando a passagem pela capital de Rondônia, o Secretário de Gestão dos Programas de Transportes do Ministério dos Transportes, Miguel de Souza, fez uma vistoria, nesta terça-feira (05), nas obras da Ponte do Rio Madeira, prevista para ser inaugurada em setembro pelo ministro Paulo Sérgio Passos. Com 975 metros de extensão por 12 metros de largura, a ponte fará a ligação dos estados de Rondônia e Amazonas pela BR-319, facilitando o escoamento da produção regional.

Hidrovia do Rio Madeira

A Hidrovia do Rio Madeira é uma via de escoamento para os mercados consumidores do exterior da produção de soja do Centro-Oeste, bem como da própria região amazônia. Constitui-se praticamente como a única via de transporte para a população que vive nas cidades às suas margens, excluindo a cidade de Humaitá (AM) e Porto Velho (RO), que contam com acesso rodoviário.

Fonte:
Ministério dos Transportes
Agência Nacional de Transportes Aquaviários

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