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Pescando Letras procura professores para atender comunidades do Ceará

Inclusão social

Alfabetizadores devem ter ensino médio completo e experiência anterior em educação, de preferência com jovens e adultos
por Portal Brasil publicado: 22/08/2014 15h04 última modificação: 22/08/2014 15h04

A Secretaria Estadual de Educação do Estado do Ceará (SEDUC-CE) abriu chamada destinada à seleção pública de 330 alfabetizadores e 53 coordenadores, com o objetivo de alfabetizar pescadores artesanais e aquicultores familiares, bem como comunidades pesqueiras em 78 cidades do estado. O período de trabalho dos novos educadores será de oito meses e todos terão direito a bolsa de auxílio.

Na alfabetização, os educadores irão adotar a proposta pedagógica e material didático “Rede de Saberes”, do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), voltada para a realidade de jovens, adultos e idosos das comunidades pesqueiras.

“O ministério, nesse trabalho, é responsável ainda pela articulação com colônias, sindicatos e associações de pescadores e aquicultores familiares, para que o maior número possível de profissionais seja beneficiado em sua própria comunidade”, lembra Flávio Bezerra, secretário de Planejamento e Ordenamento da Pesca do MPA.

Inclusão social

Após as inscrições via Internet, que devem ser feitas até a próxima terça-feira (26), os interessados irão encaminhar documentação à Secretaria de Educação do Ceará, entre os dias 28 de agosto e 03 de setembro deste ano. Os documentos exigidos, em envelope lacrado, são foto 3X4, currículo, comprovante de escolaridade, identidade, CPF e comprovante de residência. A divulgação dos selecionados ocorrerá no site da Seduc no próximo dia 12 de setembro.

“O trabalho desses educadores é muito importante para a melhoria das condições de vida das comunidades pesqueiras”, recorda o secretário Flávio Bezerra. “A alfabetização garante uma maior autoestima ao pescador, torna efetiva a sua cidadania e abre espaço para que ele tenha condições de aperfeiçoar os seus métodos de trabalho, para evoluir na profissão”, explica.

Requisitos

Os alfabetizadores, conforme a chamada pública da Secretaria de Educação do Ceará, devem ter ensino médio completo e experiência anterior em educação, preferencialmente com jovens e adultos. A carga horária de trabalho será de 10 horas semanais, nos turnos da manhã, tarde ou noite, de acordo com o horário de trabalho do pescador. A carga horária total será de 320 horas/aula, a serem completadas em oito meses.

Já os coordenadores de turma deverão ter curso superior, já concluído ou em andamento, e experiência anterior em Educação, preferencialmente também em jovens e adultos. A carga de trabalho será de 22 horas mensais, de manhã, tarde ou à noite, com atendimento aos alfabetizadores e alfabetizados.

Antes de iniciarem o atendimento às turmas, os candidatos classificados participarão de um curso de Formação Inicial e posteriormente de Formações Continuadas, respectivamente com carga horária de 40 horas e 64 horas presenciais. A frequência mínima para cada uma delas será de 75%.

Pescando Letras

O programa  é o resultado de uma parceria do MPA com o Ministério da Educação, as Secretarias Estaduais da Educação (Seduc’s) e as Secretarias Municipais de Educação (SME’s). Em sua primeira década de existência, conseguiu atender a mais de 200 mil pescadores e aquicultores, segundo dados divulgados no primeiro trimestre de 2014. No ano passado, beneficiou a 10.799 trabalhadores da pesca e 6.554 pescadores artesanais, totalizando 17.353 pessoas. Os principais estados inseridos no programa foram das regiões Nordeste, com 13.118 alunos, e Norte, com 3.825 alunos.

“Nosso objetivo é a alfabetização, a elevação de escolaridade e a capacitação profissional de pescadores e aquicultores, visando a melhoria de suas condições de vida e facilitar o acesso deles às políticas públicas oferecidas pelo Governo Federal”,  explica Henrique Almeida, diretor do Departamento de Planejamento e Ordenamento da Pesca Artesanal do Ministério de Pesca e Aquicultura.

A metodologia do Pescando Letras respeita a cultura, a experiência e a realidade dos pescadores. As turmas são formadas levando-se em conta a disponibilidade irregular de tempo desses trabalhadores e aproveita os períodos de defeso, quando os trabalhadores da pesca ficam inativos por ser a época da reprodução das espécies, para a aplicação ou intensificação dos cursos.

Após os cursos, os pescadores, as pessoas da comunidade pesqueira e o pequeno aquicultor melhoram a sua qualidade de vida, abrem novas oportunidades e se tornam mais aptos a exercerem plenamente a sua cidadania. “Os reflexos da alfabetização são sentidos em diversas áreas, seja no poder gerado pela leitura e pela escrita, a execução da lógica matemática ou a liberdade trazida através da educação”, acrescenta o diretor do MPA.

Fonte:
Ministério de Pesca e Aquicultura

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