Infraestrutura
Setor áereo apresenta demandas para a Secretaria de Aviação Civil
Transporte aéreo
O ministro da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, esteve reunido com representantes da Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear) e com membros do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA). Na pauta do encontro, foram discutidas ações para desenvolver o setor aéreo.
Das empresas aéreas, Moreira Franco recebeu a carta "Os caminhos para o desenvolvimento da Aviação Civil no Brasil". O documento apresenta ações para que o governo amplie o acesso da população ao transporte aéreo. São discussões que envolvem a mudança na precificação do combustível dos aviões, melhorias na infraestrutura do setor aéreo, reconquista do mercado internacional, aprimoramento da mão de obra, redução da burocracia e ampliação do diálogo com a Presidência da República.
O ministro da Aviação Civil, Moreira Franco, defendeu a redução no preço dos combustíveis para a aviação civil. "O preço do combustível é um problema que teremos que enfrentar em breve. Temos que fazer uma discussão com a Petrobras para que a composição de preços tenha como referência os preços praticados no plano internacional", afirmou o ministro durante evento realizado nesta semana, em São Paulo.
Segundo ele, o preço do combustível tem afetado os custos das empresas aéreas brasileiras e diminuindo a competitividade delas no mercado global. De acordo com a Abear, atualmente o preço do combustível no Brasil equivale a 43% do valor da passagem aérea de empresas nacionais ao passo que para as companhias estrangeiras ele representa cerca de 33%.
Moreira Franco informou ainda que sairá em até 60 dias o primeiro lote de licitação das obras para a expansão da aviação regional no Brasil. Ele também descartou a possibilidade defendida pela Abear de concessão à iniciativa privada dos aeroportos Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e Congonhas, em São Paulo. "Aeroportos como Congonhas e Santos Dumont terão que ser públicos; estão no centro da cidade e a capacidade está limitada e com pessoas morando perto. Não dá", afirmou.
Aeronautas
Do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), Moreira Franco recebeu um estudo que apresenta a necessidade de valorização das companhias aéreas nacionais e ouviu reivindicações da classe.
De acordo com o levantamento feito pelo sindicato, empresas internacionais têm muita força na aviação regular no Brasil porque os custos de manutenção no exterior são mais baixos do que aqui. Os aeronautas deram como exemplo a empresa portuguesa TAP, que lucra mais com os voos entre Brasil e Portugal do que com os deslocamentos domésticos dentro do país europeu.
Novamente foi abordado o preço do combustível para aviação. O ministro reconheceu o problema e defendeu a redução no preço do querosene. "Essa é uma questão que teremos que enfrentar em breve", afirmou.
A alternativa para solucionar essa disparidade e com isso incentivar as companhias brasileiras e aumentar a competitividade, seria a equiparação do preço do combustível vendido no Brasil ao valor cobrado lá fora. A medida representaria redução de 3% no custo operacional, gerando impacto de R$ 800 milhões.
Trabalhador - Outro ponto levantado pelos aeronautas foi a necessidade de conscientização de que o trabalhador do setor aéreo não é um usuário comum do aeroporto e, portanto, precisa de tratamento específico. Nesse sentido, uma das reclamações da categoria é em relação aos estacionamentos nos aeródromos. Um piloto, por exemplo, tem que estacionar seu veículo pelo mesmo preço que é cobrado do passageiro.
Moreira Franco concordou com a reivindicação: "O aeronauta faz parte da natureza de um aeroporto. É um dos elementos para que funcione".
Ainda durante o encontro, o presidente do SNA, o comandante Marcelo Ceriotti, expôs outras demandas dos tripulantes, destacando a facilitação do acesso à infraestrutura dos aeroportos e a mudança na regulamentação profissional que tramita no Congresso Federal como Projeto de Lei do Senado nº 434 de 2011.
O ministro da SAC aproveitou a oportunidade para abordar a aviação regional com os aeronautas. Ao afirmar que agora o tema é prioridade do governo federal para o setor aéreo, Moreira Franco ressaltou que uma das preocupações é com os preços das passagens para voos regionais.
"No interior, 50% das pessoas querem voar. Elas querem usar a aviação e não a usam porque não tem acesso. Hoje o número de aeroportos em operação é em torno de 100 aeroportos, o que é muito pouco pois o Brasil é muito grande. Além disto o preço da passagem na aviação regional é 31 % mais caro que na área metropolitana", finalizou o ministro.
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