Infraestrutura
Conta de luz estaria até 90% mais cara sem MP 579, diz ministério
Mercado de energia
O Ministério de Minas e Energia divulgou nota em defesa da política energética adotada em 2012 para reduzir as tarifas de energia elétrica para indústrias e residenciais. De acordo com o texto, a conta de luz dos consumidores brasileiros estaria "entre 80% e 90%" mais cara não fosse a edição da Medida Provisória nº 579. A MP é responsável pela prorrogação das concessões do setor elétrico e pela extinção de dez encargos setoriais, que pelas contas do governo representavam cerca de 10% do preço da energia.
De acordo com a nota, em 2014, o cenário hidrológico desfavorável para a geração de energia pelas usinas hidrelétricas afetou as distribuidoras que tiveram de comprar energia gerada pelas térmicas, mais caras. A redução da tarifa, propiciada pela MP 579, atenuou esse efeito.
“Temos uma redução estrutural na conta de luz, da ordem de 20%, em função do vencimento das concessões. Com as usinas que tiveram vencimento da concessão e que vão ficar 30 anos nesse regime, temos uma economia de R$ 10 bilhões ou R$ 15 bilhões no ano. Multiplicando por 30 anos, temos R$ 300 bilhões a R$ 400 bilhões. Em valor presente, chegamos a uma economia de R$ 200 bilhões para a sociedade, hoje. Então essa redução estrutural veio para ficar por 30 anos. O que estou dizendo é que o problema deste ano, com a seca, seria mais agravado se não tivesse a MP”, declarou o ministro Márcio Zimmermann em evento em São Paulo.
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