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Comitê reafirma garantia sobre suprimento de energia

Estabilidade

Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico assegurou que o sistema elétrico do País está estruturalmente equilibrado
por Portal Brasil publicado: 04/09/2014 11h59 última modificação: 04/09/2014 11h59
Marcello Casal Jr/ABr Comitê afirma que sistema elétrico é equilibrado, devido à capacidade de geração e transmissão instalada no País

Comitê afirma que sistema elétrico é equilibrado, devido à capacidade de geração e transmissão instalada no País

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) assegurou, nesta quarta-feira (3), que o sistema elétrico do Brasil apresenta-se estruturalmente equilibrado devido à capacidade de geração e transmissão instalada no País, que continua sendo ampliada em 2014 com a entrada em operação de usinas, linhas e subestações em fase de conclusão. O CMSE reuniu-se sob a coordenação do Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

Com base nas análises, o CMSE reafirma ainda que o risco de qualquer déficit de energia em 2014 é igual a zero para as regiões Sudeste/Centro-Oeste  e Nordeste (que sofreram com as condições climáticas neste ano). “As condições de suprimento de energia do Sistema Interligado Nacional mantiveram-se estáveis em relação ao mês anterior”, diz nota. 

Confira a nota na íntegra: 

Nota Informativa de 03 de setembro de 2014

"O sistema elétrico apresenta-se estruturalmente equilibrado, devido à capacidade de geração e transmissão instalada no País, que continua sendo ampliada este ano com a entrada em operação de usinas, linhas e subestações em fase de conclusão, considerando-se tanto o critério probabilístico (riscos anuais de déficit), como as análises com as séries históricas de vazões, para o atendimento da carga prevista para 2014, da ordem de 65.800 MW médios de energia.

Embora as principais bacias hidrográficas onde se situam os reservatórios das regiões Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste tenham enfrentado uma situação climática desfavorável no período úmido desse ano, o Sistema Interligado Nacional – SIN, dispõe das condições para o abastecimento do País. Considerando o risco de déficit de 5%, conforme critério estabelecido pelo Conselho Nacional de Política Energética – CNPE, há sobra estrutural de cerca de 6.600 MW médios para atender a carga prevista, valor esse atualizado com as datas de entrada em operação das usinas para os próximos meses e a nova projeção de demanda. Em 2014 já entraram em operação 4.657 MW (77,6%) do total de 6.000 MW previstos.

No mês de agosto choveu abaixo do normal em praticamente todas as bacias hidrográficas do SIN. Nessas condições, as afluências verificadas em agosto foram 88%, 55%, 73% e 78% da média histórica nas regiões Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste, Sul e Norte, respectivamente. O fenômeno El Niño, de intensidade moderada ou fraca, continuará se desenvolvendo nos próximos meses, implicando na continuidade das precipitações da região Sul com valores normais ou superiores à média histórica.

Considerando a configuração do sistema do Programa Mensal de Operação – PMO, de setembro de 2014, e simulando-se o desempenho do sistema utilizando as 81 séries observadas no histórico[i] obtêm-se valores para o risco de qualquer déficit de energia igual a zero para as regiões Sudeste/Centro-Oeste  e Nordeste[ii].

Outras avaliações de desempenho do sistema, utilizando-se o valor esperado das previsões de afluências e anos semelhantes de afluências obtidas do histórico, confirmam a garantia do suprimento no ano de 2014, uma vez que se dispõe atualmente de um parque de geração termelétrico significativo, que vem sendo utilizado como complementação à geração hidrelétrica.

Mesmo com o sistema em equilíbrio estrutural, ações conjunturais específicas podem ser necessárias, em função da distribuição espacial dos volumes armazenados, cabendo ao ONS a adoção de medidas adicionais àquelas normalmente praticadas, como a estratégia que vem sendo adotada, em 2014, para preservação dos estoques nos principais reservatórios de cabeceira do SIN. Esses fatos conjugados levaram a uma menor redução do nível de armazenamento da região Sudeste/Centro-Oeste e, também, ratificam a garantia do atendimento energético em 2014, evidenciando as vantagens do Sistema Interligado Nacional, capturando os benefícios da diversidade hidrológica entre as regiões.

Análises prospectivas de desempenho do sistema, para o período 2015 a 2018, conforme o Plano da Operação Energética 2014/2018 – PEN 2014, utilizando todos os recursos disponíveis em 2014 e as 2.000 séries sintéticas de afluências, apontam valores para o risco de qualquer déficit de energia em 2015, nas regiões Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste da ordem de 4,8% e 0,5%, respectivamente, os quais atendem ao critério de planejamento estabelecido pelo CNPE.

Com base nas análises efetuadas, observa-se que as condições de suprimento de energia do Sistema Interligado Nacional mantiveram-se estáveis, conforme previsto, em relação ao mês anterior.

O CMSE, na sua competência legal, monitora as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País."

Ministério de Minas e Energia – MME
Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL
Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP
Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE
Empresa de Pesquisa Energética – EPE
Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS
Centro de Pesquisas de Energia Elétrica – CEPEL (convidado)
 

[i] Conforme recomendado no documento “Sumário Executivo do Programa Mensal de Operação - PMO de Março - Semana Operativa de 01/03/2014 a 07/03/2014, de 28/02/2014” e também utilizado como critério na elaboração do Planejamento Anual da Operação Energética – PEN.

[ii] Simulando-se o desempenho do sistema por meio de 2.000 séries sintéticas de afluências, os valores para o risco de qualquer déficit de energia passam para 0,3% e 0,1%, para as regiões Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste, respectivamente.

Fonte:
Ministério de Minas e Energia

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