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Infraestrutura

Subestação ampliada já recebe metade da energia da usina de Itaipu

Sistema elétrico

Medida garante mais confiabilidade ao sistema elétrico brasileiro e paraguaio. Mudança não altera quanto cada país consome
por Portal Brasil publicado: 16/10/2014 18h38 última modificação: 16/10/2014 18h38
Divulgação/Itaipu Binacional Transmissão da energia até os centros de consumo é de responsabilidade de Furnas Centrais Elétricas, no Brasil, e Ande, no Paraguai

Transmissão da energia até os centros de consumo é de responsabilidade de Furnas Centrais Elétricas, no Brasil, e Ande, no Paraguai

Metade da energia produzida pela Itaipu passa agora pela subestação da margem direita (Semd). Desde o dia 14 de setembro, toda energia gerada pelo sistema de 50 Hz da binacional segue este caminho, antes de atender o Brasil e o Paraguai. A medida garante mais confiabilidade ao sistema elétrico brasileiro e paraguaio.

A mudança ocorreu com o término da mudança de direção (seccionamento) de duas linhas de transmissão – que agora passam pela Semd. Para receber a nova estrutura, a subestação quase dobrou de tamanho e de números de equipamentos. Com a alteração, a Semd pode receber 50% da capacidade total instalada da usina, ou seja, 7.000 megawatts.

"Com a conclusão das obras de seccionamento das linhas de transmissão na Semd, o espírito binacional da Itaipu fica consolidado", disse o diretor técnico executivo de Itaipu e diretor-geral brasileiro em exercício, Airton Langaro Dipp.

Até então, duas das quatro linhas de transmissão do sistema de 50 Hz de Itaipu iam diretamente para a subestação de Furnas, em Foz do Iguaçu, passando ao lado da subestação da margem direita.

Agora, todas as quatro linhas passam pela Semd, e depois seguem para a subestação de Furnas, totalizando quatro linhas conectadas ao Brasil em 50 Hz. Da mesma forma, da Semd seguem para o Paraguai quatro linhas de 220 kV e uma de 500 kV (o linhão interligado à Villa Hayes, inaugurado há um ano).

A transmissão da energia até os centros de consumo é de responsabilidade de Furnas Centrais Elétricas, no Brasil, e Administración Nacional de Eletricidad (Ande), no Paraguai.

A mudança não alterou quanto cada país consome hoje de Itaipu, mas torna a energia imediatamente disponível para o Paraguai.

Atualmente, a demanda do sistema elétrico paraguaio em horário de pico chega a 2.700 MW – equivalente a 38% da capacidade da Semd (de 7.000 MW). Mas a previsão é que o País aumente seu consumo interno cada vez mais, impulsionado pelo crescimento econômico.

Em 2013, o Paraguai teve o terceiro maior resultado do planeta, segundo dados do Banco Mundial, com PIB (Produto Interno Bruno) 14% positivo. Nos últimos 40 anos, a demanda energética paraguaia subiu 30 vezes.

Tanto para Brasil quanto ao Paraguai, a nova subestação e a mudança das linhas trouxeram vantagens operativas.

Com as duas linhas de 500 kV a mais, a subestação aumentou e tornou mais flexível sua capacidade de distribuição. É possível fazer uma analogia entre a subestação recém-ampliada e um sistema de abastecimento de água.

Agora, são mais tubulações (linhas de transmissão e suas conexões) para fluir a mesma energia. Portanto, há mais opções de atendimento aos clientes brasileiros e paraguaios, mesmo diante de eventuais interrupções planejadas ou intempestivas de parte dessas “tubulações” (linhas de transmissão, disjuntores e barramentos).

Para receber essas linhas – chamadas de IPU-MD3 e IPU-MD4 – a subestação foi ampliada e praticamente dobrou de tamanho. Em 1991, a Semd ocupava uma área de 200 mil metros quadrados. Com a reforma, passou a 390 mil metros quadrados.

O número de equipamentos também subiu, passando de 271 para 474, um aumento de 75% (somados os dois pátios de 200 kV e 500 kV).

O trabalho envolveu uma força-tarefa de todas as áreas da Diretoria Técnica e suas superintendências (Engenharia, Obras, Manutenção e Operação) e impôs novos desafios à Itaipu, que passou a gerir também equipamentos de duas gerações, uma antiga e outra moderna.

As obras começaram em dezembro de 2013 e estão incluídas na contrapartida do Focem, no convênio do linhão de 500 kV e da própria subestação.

Fonte:
Itaipu Binacional

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