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Infraestrutura

Aeroportos chegam ao fim do segundo ano de concessão com novos voos

Investimentos

Gestão privada aumenta capacidade de Brasília, Guarulhos e Viracopos em 38%
por Portal Brasil publicado: 18/11/2014 14h56 última modificação: 18/11/2014 14h56

Três dos maiores aeroportos do País chegam ao fim do segundo ano sob administração da iniciativa privada com gestões marcadas por grandes obras.

Até agora, as concessionárias responsáveis por Guarulhos (SP), Brasília (DF) e Viracopos (Campinas-SP) investiram mais de R$ 7 bilhões em reformas. Como resultado, melhoraram na avaliação dos passageiros.

Segundo a pesquisa de satisfação realizada trimestralmente pela Secretaria de Aviação Civil (SAC), os três primeiros aeroportos já em operação concedidos pelo governo federal tiveram melhora de sua nota no terceiro trimestre de 2014.

Viracopos subiu da 12ª posição no ranking de satisfação do passageiro para a 4ª, e Brasília, da 8ª para a 2ª. Já Guarulhos, mesmo ocupando o último lugar na lista de 15 terminais, foi o segundo aeroporto que mais melhorou a nota em relação à pesquisa anterior, relativa ao segundo trimestre de 2014.

O terminal paulista teve um crescimento real de 0.37, um aumento de 10%.

Até junho deste ano, com todas as melhorias feitas na infraestrutura, como ampliação de terminal e pátio e mais vagas de estacionamento para veículos, os três aeroportos, juntos, aumentaram a capacidade de recepção de passageiros em 38,6% (se for considerado o período entre janeiro de 2011 e junho de 2014).

Ao todo, os três terminais podem receber 79 milhões de usuários do transporte aéreo por ano (42 milhões em Guarulhos, 25 milhões em Brasília e 12 milhões em Viracopos).

Uma das inciativas das concessionárias foi o aumento da oferta de voos nos três aeroportos. Guarulhos aumentou o número de pousos e decolagens de 750 por dia em 2012 (pré-concessão) para 830 em 2014.

Viracopos, com a inauguração do Terminal 1, em outubro, passará de três voos internacionais semanais para 38 (em dezembro).

O Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, também tem atraiu mais voos para o exterior. Para o Panamá, por exemplo, há duas frequências agora: um voo diário e outro quatro vezes por semana.

Em julho de 2015, a empresa Air France aumentará de três para cinco os voos semanais de Brasília para Paris. Já para Punta Cana, na República Dominicana, destino popular entre os brasileiros, a Gol Linhas Aéreas vai operar um voo semanal saindo da capital.

Além de espaços mais amplos e comércio mais diversificado, os aeroportos concedidos trouxeram experiências novas para os viajantes.

Em Viracopos, por exemplo, foram criadas vagas de estacionamento com o conceito “Kiss and Go” (foto), copiadas do Canadá, que permitem que o motorista estacione para desembarcar o passageiro e tenha tranquilidade para se despedir.

Também em Campinas foram colocadas espreguiçadeiras no salão de embarque. Viradas estrategicamente para o pátio de aviões, elas permitem que os passageiros descansem observando pousos e decolagens.

Já em Guarulhos, o Terminal 3, inaugurado ainda antes da Copa do Mundo, tem estrutura grandiosa e foi feito em 18 meses.

Com 191 mil m², o prédio traz para o passageiro conforto e espaço, além de restaurantes e lanchonetes estrangeiros, como o Red Lobster e o Oliver Garden,  que chegaram no Brasil pelo aeroporto.

Outra novidade em Guarulhos são os painéis que informam o número de vagas disponíveis no edifício-garagem. Elas estão espalhadas ao longo da rodovia de acesso ao aeroporto.

Em cada corredor do prédio construído para abrigar veículos também há a indicação dos espaços para estacionamento.

Em Brasília a novidade são as esteiras rolantes nos conectores, lanchonetes novas e melhoria na oferta de táxis.

Queixas 

Apesar das melhorias, a satisfação ainda não é unânime. Em Guarulhos, passageiros reclamaram da sinalização e do preço do estacionamento.

“A arquitetura é linda, o projeto é maravilhoso, mas a sinalização está péssima. Os totens são pequenos e as companhias não estão bem identificadas”, relatou o advogado Roberto Machado, partindo para os Estados Unidos.

No Terminal 3, as companhias que operam voos internacionais alternam o uso dos balcões de check-in. Portanto, não há marcas fixas das empresas, como ocorre nos terminais domésticos, mas apenas nos painéis eletrônicos.

Em Brasília a reclamação dos passageiros é com relação ao tempo de entrega de bagagem. Em Viracopos, a demora para a finalização das obras do novo terminal é o motivo de insatisfação.

As obras deveriam ter sido entregues em maio, mas a primeira parte foi inaugurada em outubro. A previsão é que tudo fique pronto em março de 2015.

As operadoras Inframérica e Viracopos têm monitorado os indicadores de satisfação da pesquisa realizada trimestralmente pela SAC, para detectar os pontos que devem ser melhorados.

Em Campinas foram formados 11 grupos, liderados por oito gestores que serão responsáveis por acompanhar e buscar evoluções nas notas dos indicadores.

Olimpíadas

Assim como tiveram que entregar certas etapas de obras para a realização da Copa do Mundo, os aeroportos concedidos também terão obrigações para as Olimpíadas 2016.

Guarulhos terá que investir mais R$2,1 bilhões, Viracopos R$1,8 bilhão e Brasília, R$ 671 milhões.

Fonte:

Aviação Civil

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