Você está aqui: Página Inicial > Infraestrutura > 2014 > 11 > Definidos benefícios para população atingida por áreas desapropriadas

Infraestrutura

Definidos benefícios para população atingida por áreas desapropriadas

Barragem Fronteiras

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra reivindica prazos de construção e desapropriação para reassentamentos
por Portal Brasil publicado: 13/11/2014 17h46 última modificação: 13/11/2014 17h47

O Diretor Geral, Walter Gomes de Sousa, dirigentes e técnicos do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) se reuniram na quarta-feira (12) com integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) para tratar de diversas demandas reivindicadas pelos movimentos sociais e de trabalhadores rurais.

Participaram da reunião membros da Cáritas, dos atingidos por construção de barragens (MAB), irrigantes de perímetros, reassentados e técnicos do Incra, da Universidade Federal do Ceará, Universidade Estadual do Ceará e do Idace.

A pauta de discussão foi iniciada com a construção da barragem Fronteiras, em Crateús (CE), e suas intervenções.

O movimento reivindicava prazos de construção, desapropriação de áreas para reassentamentos e pagamentos de desapropriações.

O diretor de Infraestrutura Hídrica do Dnocs, Glauco Mendes, informou que o início da construção da barragem só poderá ser confirmado após o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) autorizar a emissão da Ordem de Serviço.

Quanto à relocação dos atingidos pela construção do empreendimento, está prevista, entre outras ações, a desapropriação da fazenda Besouro, e a definição do público reassentado para discutir junto com a comunidade o local dos núcleos urbanos e rurais.

Para isso o cadastro está sendo feito e que será contratado dois integrantes da comunidade para trabalhar como elo de informação entre as partes envolvidas.

Na ocasião, foram definidos os dias 26 e 27 de novembro como datas das próximas reuniões em Crateús para que as demandas sejam discutidas de forma consensual.

Na área da barragem Figueiredo que o Dnocs construiu no município de Alto Santo, o Movimento reivindica celeridade na conclusão da instalação de energia elétrica nos assentamentos e agrovilas, aquisição de áreas produtivas e acesso à água, além de cestas básicas e definição das famílias beneficiadas.

O diretor do Idace (responsável por essas ações) Ricardo Lima, destacou que a questão das áreas está sendo ainda negociada em razão da diferença de preços de tabela e a reivindicada pelos proprietários das terras.

Os 300ha reivindicados da Oziel estão sendo discutidos suas formas legais de repasse e quanto à energia, ela já está sendo instalada nas comunidades Lapa e Boa Esperança.

Porém, o atraso se deve mais à atuação da Coelce na implantação da rede de distribuição.

Para o atendimento de cestas básicas há um contrato de 24 meses, portando, ainda existem doze meses de benefícios.

Sobre o acesso à água, já foram instaladas 75 cisternas nas agrovilas, faltando o atendimento à comunidade Boa Esperança.

Na Chapada do Apodi uma área, equivalente a 1.700ha, foi integrada por trabalhadores rurais do MST, a qual denominaram de Território Camponês Irrigado Zé Maria do Tomé.

Há um impasse legal na regularização dessa área, que o diretor geral do Dnocs assumiu a responsabilidade de tentar resolver.

Em videoconferência realizada no período da tarde na sede do Incra em Fortaleza, que contou com as participações do superintendente Roberto Gomes, do diretor geral do Dnocs, Walter Gomes de Sousa, e representantes dos Ministérios da Integração Nacional (MI) e do Desenvolvimento Agrário (MDA).

O representante desta Pasta ressaltou que é preciso desenvolver um escopo de modelo jurídico para a Chapada do Apodi.

Ficou claro que, para que as negociações desse assentamento avancem, não é preciso que o Incra tenha o domínio das terras.

Contudo, foi encaminhado que, na última semana de novembro, entre os dias 24 e 28 (data ainda a estipular), uma comissão do MST será recebida em Brasília para discutir a formulação do modelo jurídico a ser encaminhado aos ministros (MI e MDA).

Entretanto, apesar da exigência do MST, não ficou garantido que os ministros participarão do encontro.

Sobre a reintegração de posse das terras que, segundo o MST, foi endossada pelo DNOCS, o diretor geral do DNOCS afirmou que as orientações, quanto ao tratamento do assunto, já foram encaminhadas ao MI.

Tanto o diretor quanto os representantes do MI e MDA ressaltaram a importância das responsabilidades compartilhadas para a solução do problema.

Na próxima terça-feira (18), será realizada uma reunião do Grupo de Trabalho na sede do Dnocs, a partir das 9 horas, que deverá contar ainda com a participação do superintendente do Incra.

Fonte:
Departamento Nacional de Obras Contra as Secas

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

DF e mais 6 estados passam a ter 9 dígitos no celular
Começa a valer o nono dígito para números de celulares da região Centro-Oeste e três estados da região Norte.
Brasil Sem Miséria - Programa Água para Todos
Brasil Sem Miséria - Programa Água para Todos
Cisternas nas Escolas
Conheça o projeto Cisternas nas Escolas, que vai levar 5 mil cisternas às escolas do semiárido brasileiro. Arnoldo de Campos, secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS explica o projeto.
Começa a valer o nono dígito para números de celulares da região Centro-Oeste e três estados da região Norte.
DF e mais 6 estados passam a ter 9 dígitos no celular
Brasil Sem Miséria - Programa Água para Todos
Brasil Sem Miséria - Programa Água para Todos
Conheça o projeto Cisternas nas Escolas, que vai levar 5 mil cisternas às escolas do semiárido brasileiro. Arnoldo de Campos, secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS explica o projeto.
Cisternas nas Escolas

Últimas imagens

Nono dígito passa a valer a partir deste domingo (29)
Nono dígito passa a valer a partir deste domingo (29)
Foto: MCTI
O objetivo é criar mecanismos para universalizar a internet de alta velocidade, reforçar a infraestrutura de acesso e incentivar os investimentos no setor
O objetivo é criar mecanismos para universalizar a internet de alta velocidade, reforçar a infraestrutura de acesso e incentivar os investimentos no setor
Desde 2009, Programa já entregou mais de 2,6 milhões de moradias
Desde 2009, Programa já entregou mais de 2,6 milhões de moradias
Divulgação/Ministério das Cidades
Programa já alcançou 96% dos municípios brasileiros, 5.330 cidades diferentes
Programa já alcançou 96% dos municípios brasileiros, 5.330 cidades diferentes
Iano Andrade/Portal Brasil
Terceira fase do programa vai contratar mais 2 milhões de moradias, a serem construídas até 2018
Terceira fase do programa vai contratar mais 2 milhões de moradias, a serem construídas até 2018
Divulgação/Blog do Planalto

Governo digital