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Infraestrutura

Tokarski pede retomada do acordo da Hidrovia do Paraguai

Transportes aquaviários

Diretor da Antaq apresenta estudo de demanda da hidrovia do Paraguai, empreendimento contemplado pelo PNIH
por Portal Brasil publicado: 28/11/2014 17h22 última modificação: 28/11/2014 17h23

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) participou do Seminário sobre Hidrovias Sul-Americanas, em Assunção, no Paraguai.

A Antaq moderou painel que abordou os aspectos institucionais e normativos. O encontro foi promovido pelo CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina.

Em palestra, o diretor da Antaq, Adalberto Tokarski, apresentou o estudo de demanda da hidrovia do Paraguai, que está contemplado no Plano Nacional de Integração Hidroviária (PNIH), e que foi elaborado pela Agência com a cooperação técnica da Universidade Federal de Santa Catarina.

Tokarski discorreu sobre a evolução da demanda da via nos próximos 15 anos, destacando a perspectiva de transporte de 40 milhões de toneladas de carga, em 2030.

Atualmente, são transportados na Hidrovia do Paraguai 5,9 milhões de toneladas de carga, predominantemente minério de ferro, sendo a frota brasileira em operação de 54 embarcações, pertencentes a três EBNs (Empresas Brasileiras de Navegação) autorizadas pela Agência.

“Na saída de minério de ferro pela hidrovia com destino ao mercado externo, especificamente, houve uma expansão de 31% em 2013 com relação a 2012 e de 5% em comparação a 2011”, observou o diretor.

O diretor da Antaq também destacou o esforço da Agência para a retomada dos entendimentos sobre o acordo da hidrovia, que estão parados há quase três anos.

Segundo ele, a retomada do acordo é fundamental para expansão do transporte fluvial na região. “Na Antaq, entendemos que a hidrovia é estratégica para a logística de transportes da região, além de importante via de integração do Mercosul.

Daí porque estamos empenhados num grande esforço para a retomada desse acordo”, apontou.

Ainda durante a apresentação, Tokarski anunciou a elaboração de um termo de cooperação técnica com a Universidade Federal do Paraná, visando a produção de um estudo sobre a prática regulatória, vantagens competitivas e oferta e demanda de carga entre os países signatários do Acordo da Hidrovia Paraguai-Paraná.

“Nós estamos em fase da contratação desse estudo, que constitui uma obrigação da Antaq junto ao Plano Plurianual (PPA) 2011/2015, e que estaremos concluindo até o ano que vem”, afirmou.

Hidrovia do Paraguai

A Hidrovia Paraguai-Paraná é uma via internacional que corta o coração da América do Sul, partindo do Centro-Oeste brasileiro e passando por Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai, seguindo no sentido norte-sul até desaguar no Oceano Atlântico.

Segundo projeções do PNIH, já em 2015, a movimentação de cargas na hidrovia poderá superar 8 milhões de toneladas de carga.

Se forem feitas melhorias nas condições de navegação entre Corumbá (MS) e Cáceres (MT), esse transporte deverá atingir 22,927 milhões de toneladas em 2020.

Com a inclusão do rio Cuiabá, em território brasileiro, aumentando a extensão da hidrovia, o transporte de cargas deverá superar 31 milhões de toneladas em 2025, chegando a 40 milhões de toneladas em 2030.

Os investimentos do PAC na via somam R$ 78,4 milhões, sendo R$ 65,9 milhões para obras de dragagem, derrocamento e sinalização, estudos e projetos; R$ 6 milhões para dragagem do Passo do Jacaré, no trecho próximo a Corumbá e Ladário; e R$ 6,5 milhões para estudos e projetos para instalação de terminais de carga.

Fonte:
Agência Nacional de Portos Aquaviários

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