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Infraestrutura

Moreira Franco defende debate para tornar licitações mais justas

Aviação regional

Tribunal deve julgar processo que contesta regime de contratações adotado pela SAC para melhoria de infraestrutura
por Portal Brasil publicado: 03/12/2014 13h25 última modificação: 03/12/2014 13h25

O ministro da Aviação Civil, Moreira Franco, defendeu na terça-feira (2) que o Tribunal de Contas da União (TCU) deve participar dos debates sobre as dificuldades e os desafios para dotar o País de infraestrutura adequada.

De acordo com ele, há diferenças que precisam ser respeitadas, para garantir licitações justas.

“Há diferença entre uma rodovia, uma pista, e um aeroporto de carga. Não pode ter uma estrutura de preço comparável. Não dá para comparar. São diferentes”, afirmou o ministro, durante um seminário sobre infraestrutura na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo.

Moreira Franco relatou que a exigência do TCU para que haja nas licitações empresas com experiência em vários ramos, e não apenas no de aeroportos, por exemplo, acaba prejudicando o processo.

“Então entra empresa que tem experiência em shopping, em empreendimento imobiliário. E evidentemente dá uma grande confusão, porque a obra não anda, atrasa, e o custo de atraso em obra é muito alto”, destacou.

Nesta quarta-feira (3) o Tribunal julga processo em que contesta o Regime Diferenciado de Contratações (RDC), adotado pela Secretaria de Aviação Civil (SAC) para a execução das obras do Programa de Investimentos em Logística: Aeroportos.

O programa visa consolidar uma rede de aeroportos regionais no Brasil, melhorando a estrutura de 270 deles, para torna-los aptos a receber voos regulares.

O RDC foi adotado pela SAC por permitir licitar a obra a partir de um anteprojeto, obrigando a empresa vencedora da licitação a fazer tanto o projeto básico quanto o executivo e também a própria obra, o que evita problemas de projeto que podem levar à paralisação de uma construção.

Outra vantagem do RDC, no entendimento da SAC, é o chamado preço escondido – as empresas que disputam a licitação precisam fazer seu preço a partir dos custos reais descritos no anteprojeto.

Isso evita que uma empresa pratique um preço mais baixo na licitação e depois tente compensá-lo com aditivos ao contrato, que encarecem a obra.

Para o ministro, a estrutura de fiscalização no Brasil é tão complexa e ampla que acaba não tendo a eficiência que deveria.

“Montaram grandes estruturas e passaram a produzir um sistema de controle de uma complexidade tal que acabou dando essa confusão que estamos vivendo. É tanto controle que acaba não controlando nada. Então, é fundamental trazer o TCU para o debate.”

Fonte:
Secretaria de Aviação Civil

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