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Infraestrutura

Codevasf aposta na despesca de camarão como fonte de inclusão produtiva

Atividade pesqueira

Estudos para produção de camarão no vale do São Francisco tiveram início em 2012 e os primeiros testes de aclimatação ocorreram em 2013
por Portal Brasil publicado: 27/01/2015 08h00 última modificação: 26/01/2015 17h53
Cinara Marques / Codevasf Camarão produzido no vale do São Francisco é aposta da Codevasf como fonte alternativa de inclusão produtiva

Camarão produzido no vale do São Francisco é aposta da Codevasf como fonte alternativa de inclusão produtiva

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) realizou na segunda semana de janeiro seu primeiro processo de despesca de camarões no sertão pernambucano. Realizado por meio do Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Bebedouro, um dos sete centros mantidos pela companhia, o processo de despesca é aposta da Codevasf para promoção de inclusão econômica e social no Semiárido, uma região que atualmente depende da agricultura irrigada.

"Trata-se de uma alternativa de geração de empregos e de geração de renda. Além de economicamente atrativo, o processo de despesca também é muito interessante do ponto de vista social. Conseguindo consolidá-lo como nova alternativa econômica, vamos melhorar a condição de vida da população do Semiárido", declarou Rozzanno Figueiredo, engenheiro de pesca e chefe da unidade do Centro Integrado de Recursos Pesqueiros em Petrolina.

Na estreia do processo de despesca, cerca de 100 quilos de camarões foram recolhidos de dentro de um viveiro de 300 metros quadrados instalado no sertão de Pernambuco. Atualmente o quilo de camarão custa cerca de R$ 40 na região.

“São quase 300 gramas de camarão por metro quadrado de viveiro, com tempo de cultivo razoável – isso é um bom peso para o mercado. Em um hectare de camarão bem produzido dá para tirar 25 mil kg da espécie com um faturamento médio de R$ 300 mil, ficando em torno de 50% para o produtor. É uma renda superior à de qualquer outra atividade agropecuária”, avalia piscicultor Adelmo Santos, que acompanha o processo desde o início.

A espécie selecionada foi Litopenaeus vannamei, escolhida por sua capacidade de adaptação em água doce. Transportados dos estados do Rio Grande do Norte e do Ceará, os camarões passaram por um processo  gradual de aclimatação em que a salinidade da água foi sendo reduzida até chegar a zero ou quase zero.

Os estudos para produção de camarão no vale do São Francisco tiveram início em 2012 e os primeiros testes de aclimatação ocorreram em 2013. 

Centros Integrados

A Codevasf possui sete Centros Integrados de Recursos Pesqueiros e Aquicultura que hoje são referência em pesquisa e reprodução de peixes para repovoamento do rio São Francisco e fomento à aquicultura comercial. São eles: Três Marias e Gorutuba, em Minas Gerais; Ceraíma e Xique-Xique, na Bahia; Bebedouro, em Pernambuco; Betume, em Sergipe; e Itiúba, em Alagoas.

Um acordo de cooperação técnica e operacional firmado entre Codevasf, Embrapa, Ministério da Pesca e Aquicultura e Governo do Estado do Piauí também viabilizará a operação de um Centro de Referência em Aquicultura e Recursos Pesqueiros no município de Parnaíba (PI).

Para incrementar a estrutura de seus centros, a companhia investiu, de 2007 a 2014, mais de R$ 25 milhões em obras e equipamentos, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Para manutenção e operação das unidades são aplicados, anualmente, cerca de R$ 3 milhões.

Fonte:
Portal Brasil, com informações da Campanhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba

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