Infraestrutura
ONS afirma que não sinalizou com cortes energéticos "em nenhum momento"
Sistema elétrico
Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (12), o Operador Nacional do Sistema (ONS) afirma que "em nenhum momento" sinalizou com a possibilidade de promover cortes na carga de energia fornecida.
Na nota, a ONS contesta reportagens publicadas por O Estado de S. Paulo e Veja na última quarta-feira (11). Confira o comunicado na íntegra:
"Com relação à matéria 'ONS já considera redução de até 10% para garantir abastecimento', publicada em O Estado de S. Paulo e na Veja on-line, em 11 de fevereiro de 2015, o Operador Nacional do Sistema Elétrico julga relevante reafirmar à sociedade que em nenhum momento indicou a necessidade de realizar corte de carga, o que não seria recomendável em pleno transcorrer do período úmido.
Ademais, aproveita a oportunidade para prestar os seguintes esclarecimentos:
a) O ONS, em conjunto com os agentes, elabora o Programa Mensal de Operação, analisando as condições de suprimento eletroenergético para as semanas do próximo mês. Ao longo do mês, são realizadas revisões semanais desses estudos, em função dos valores verificados de precipitação e da evolução das previsões de vazões, atualizando os níveis de armazenamento previstos e os valores esperados de custos marginais de operação. Essas revisões incluem análises de sensibilidade considerando diferentes cenários de vazões previstas.
b) Conforme publicado no Sumário Executivo do Programa Mensal de Operação de Fevereiro, semana operativa de 7/02 a 13/02, foram realizados estudos de sensibilidade para avaliar os níveis de armazenamento e os custos marginais de operação relativos à semana subsequente. Esses estudos consideraram, além do valor esperado da previsão de vazões para a segunda semana operativa (7 a 13/02), dois cenários alternativos para as demais semanas do mês: limite superior e limite inferior das previsões de vazão.
c) As duas reportagens mencionadas restringem-se a apresentar apenas os resultados para o cenário mais pessimista para a região Sudeste/Centro-Oeste, ou seja, uma Energia Natural Afluente mensal de 43% da média histórica para fevereiro, o que levaria o CMO para 3.158 R$/MWh na semana seguinte. Não são sequer mencionados os resultados obtidos para as demais hipóteses analisadas, distorcendo a realidade e dando um tom alarmista às mencionadas matérias.
d) De forma a apresentar aos leitores um quadro completo e realista da situação, deveria ser também mostrado nas reportagens que a hipótese de ocorrência do valor esperado das previsões levaria a uma ENA mensal em fevereiro de 51% da média histórica no Sudeste/Centro-Oeste, correspondendo a um CMO de 2.105,20 R$/MWh na semana seguinte. Analogamente, a hipótese de ocorrência do limite superior da previsão de vazões levaria a uma ENA mensal em fevereiro de 60% da média histórica, correspondendo a um CMO de 1.277,70 R$/MWh.
e) Cabe ressaltar que todos os resultados da elaboração dos Programas Mensais de Operação e suas revisões semanais são publicados no site do ONS, de forma transparente para toda a sociedade. Além disso, após a realização de cada reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, é publicada uma Nota Informativa que reporta as condições estruturais e conjunturais para o atendimento ao mercado de energia elétrica."
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