Infraestrutura
Projeto de engenharia do Diques da Baixada Maranhense será concluído em junho
Segurança hídrica
Em junho deste ano será finalizado o projeto de engenharia que permitirá a contratação, por meio de licitação, das obras do projeto Diques da Baixada Maranhense.
A informação foi dada pelo presidente da Codevasf, Elmo Vaz, ao governador do estado do Maranhão, Flávio Dino, durante uma apresentação nesta terça-feira (3), no Palácio dos Leões, das ações empreendidas pela companhia no estado.
A expectativa é que o Diques da Baixada Maranhense beneficie mais de 260 mil pessoas em 11 cidades com uma acumulação de água de 600 milhões de metros cúbicos.
Os estudos e o projeto de engenharia, um investimento de R$ 2,5 milhões, foram contratados pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), que também vai licitar e contratar as obras físicas.
“Viemos discutir com o governador quais são os projetos prioritários para o Maranhão. Somar esforços para conseguir mais recursos e trazer mais projetos e obras.
A Codevasf tem apenas dois anos de instalação no estado e, portanto, tem muito a fazer”, disse o presidente da Codevasf, Elmo Vaz. “O projeto Diques da Baixada vai proporcionar segurança hídrica para a região beneficiada”, destacou.
“A atuação da Codevasf no Maranhão tem total sintonia com aquilo que o nosso governo busca. Quero destacar a ideia de finalmente serem realizados os Diques da Baixada. É um projeto de grande importância”, afirmou o governador do Maranhão, Flávio Dino.
Também participaram da reunião os diretores José Solon Braga (Irrigação) e Sérgio Coelho (Desenvolvimento Integrado e Infraestrutura), a chefe de gabinete da Companhia, Dora Cavalcanti, e o secretário-executivo da área de Desenvolvimento Integrado e Infraestrutura, Luiz Augusto Fernandes.
Saiba mais sobre o Diques da Baixada
Os Diques da Baixada Maranhense são uma obra de engenharia que permitirá a contenção de água doce
nos campos naturais durante a estação chuvosa, retardando o seu escoamento para o mar sem alterar as cotas máximas naturais de inundação.
Calcula-se que essa água poderá chegar a beneficiar uma área de aproximadamente 1,5 milhão de hectares: além de servir ao consumo humano da população do entorno, ampliará o período de pesca artesanal, matará a sede das criações animais, poderá ser usada em agricultura familiar irrigada, pastagens irrigadas para pecuária leiteira, circulação de canoas, e ainda abrir a possibilidade do uso do dique para tráfego leve (bicicleta, motocicletas, carroças).
A área inundada (lago formado) está estimada em 618 mil hectares. Os efeitos ambientais esperados com a obra são a proteção das áreas mais baixas contra a entrada de água salgada pelos talvegues naturais (igarapés), protegendo assim os ecossistemas e os mananciais de água doce
da região.
Além disso, os diques vão passar a armazenar a água da chuva que provém de uma precipitação média de 2 mil milímetros de janeiro a junho, e que no restante do ano é praticamente zero.
O aumento da oferta hídrica deverá contribuir para reduzir a pobreza na região e o êxodo rural em direção às metrópoles, propiciando novas alternativas de trabalho e renda para a população de Bacurituba, Cajapió, Matinha, Olinda Nova do Maranhão, São Bento, São João Batista, São Vicente Ferrer, Viana, Arari, Cajari e Vitória do Mearim.
Fonte:
Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba
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