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Infraestrutura

Implantação de sistemas de saneamento atende três cidades de Minas

Planejamento urbano

Redes de esgotamento contemplarão mais de 50 mil habitantes. Último dos três sistemas deve ser concluído no mês de março
por Portal Brasil publicado: 03/03/2015 11h30 última modificação: 03/03/2015 11h30

Mais de 50 mil pessoas da cidades de Capitão Enéas, Lontra e São João da Ponte (MG) passam a ter melhor qualidade de vida com a conclusão das obras dos sistemas de esgotamento sanitário, uma ação que resulta de parceria entre a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

A Codevasf investiu cerca de R$ 21 milhões nos três sistemas e a Copasa aproximadamente R$ 2 milhões, tendo ficado também responsável pela execução das obras e operação dos sistemas concluídos.

De acordo com Walter Vilela Cunha, da Copasa, o sistema de esgotamento de São João da Ponte já foi concluído e está em operação; o de Capitão Enéas está funcionando em pré-operação e o de Lontra será concluído neste mês de março. 

Os recursos são oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal.

De acordo com o prefeito de Lontra, Evando Gonçalves da Silva, aproximadamente 9 mil pessoas estão sendo beneficiadas em seu município com o sistema de esgotamento sanitário. Antes do sistema, conta ele, havia muito esgoto a céu aberto e a população jogava dejetos nas ruas. “Com o esgotamento, a vida da população melhorou muito. Foi um benefício muito grande porque tira os dejetos das ruas e acabam as fossas sépticas, que juntam muito mosquito no quintal. A saúde melhora muito”, afirma.

Benefícios para a população

O esgotamento sanitário traz uma série de benefícios, como a melhoria das condições sanitárias locais, a conservação dos recursos naturais e a eliminação de focos de poluição. Um sistema de esgotamento sanitário, com estações de tratamento, reduz os recursos aplicados no tratamento de doenças, uma vez que grande parte delas está relacionada à falta de uma solução adequada para esse problema.

Segundo explica o gerente de Empreendimentos Sócioambientais da Área de Revitalização de Bacias Hidrográficas da Codevasf, Fabrício Libano, a população será beneficiada com a descontaminação dos corpos hídricos, que antes recebiam o esgoto in natura e agora receberão o efluente tratado. Isso também contribui para a manutenção da quantidade de água no corpo hídrico da jusante do município. “Em termos de saúde, espera-se a redução de casos de doenças de veiculação hídrica, como a diarreia, por exemplo”, acrescenta o gerente.

Calhas dos rios

A construção de sistemas de esgotamento sanitário é executada no âmbito do Programa de Revitalização de Bacias Hidrográficas, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com o Ministério da Integração Nacional e outros 14 ministérios, sendo a Codevasf uma das executoras das ações.

A implantação dos sistemas atende populações que vivem em áreas carentes de saneamento básico, nas zonas urbanas de municípios que pertencem às bacias dos rios São Francisco e Parnaíba com população de até 50 mil habitantes, em sua maioria, e com prioridade para as localidades situadas na calha dos rios.

As ações da Codevasf na área de implantação de sistemas de esgotamento sanitário objetivam a recuperação e a conservação hidroambiental da bacia. Ao mesmo tempo, reduzem o despejo de esgoto direto no rio, melhoram as condições sanitárias locais e contribuem para a conservação dos recursos naturais e a eliminação de focos de poluição.

Os reflexos dessas ações, em geral, aparecem no médio e longo prazos. Um sistema de esgotamento sanitário traz uma série de benefícios, como a redução de gastos com tratamento de doenças, uma vez que grande parte delas está relacionada à ausência de redes de esgoto sanitário ou de água adequadamente tratadas.

Além dos benefícios para a saúde pública, cada R$ 1 milhão investidos em obras de esgoto sanitário geram 30 empregos diretos e 20 indiretos, como também empregos permanentes quando o sistema entra na fase de operação.

Fonte:
Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba 

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