Infraestrutura
No Japão, ministro destaca exemplos de redução de risco de desastres
Defesa civil
O ministro da Integração Nacional, Gilberto Magalhães Occhi, destacou nesta terça-feira (17) iniciativas brasileiras de prevenção e resposta a eventos climáticos extremos na 3ª Conferência das Nações Unidas para Redução do Risco de Desastres, que acontece em Sendai, no Japão.
“O Brasil tem adotado diversas ações, como um sistema de monitoramento de chuvas e rios, transferência rápida de recursos e ajuda humanitária em caso de desastres, capacitações, apoio a obras estruturantes e incentivo à criação de defesas civis locais.”
Occhi representa a presidenta Dilma Rousseff como chefe da delegação brasileira na conferência. Em reuniões de alto nível, ele destacou como o Brasil fortaleceu rapidamente, nos últimos anos, a capacidade de o País lidar com situações de risco à população. “Sabemos que trabalhar com monitoramento, prevenção, treinamento e com a participação da sociedade nos dá experiência na busca pela redução de risco de desastres em áreas urbanas.”
Um exemplo citado por ele é um planejamento urbano adequado às necessidades brasileiras – a criação do Conselho das Cidades, em 2007, que permite a participação de toda a sociedade, é um marco neste sentido. Além disso, como lembrou Occhi, o Brasil tem trabalhado intensamente para regularizar a ocupação desordenada, reassentar famílias vulneráveis e construir sistemas hídricos que evitem cheias e reservem água para a época de estiagem.
O ministro ainda lembrou que o Brasil é o país com o maior número de adesões à campanha Cidades Resilientes, iniciativa da ONU que busca diminuir a vulnerabilidade dos municípios, fornecendo mais segurança a seus moradores. “São 330 cidades participantes do programa (no Brasil) e somos líderes mundiais nessa iniciativa”, disse.
Reuniões bilaterais
Em uma reunião também nesta terça-feira (17) com a delegação japonesa, o ministro da Integração Nacional descreveu os danos que as cidades da Amazônia sofreram neste ano devido à cheia recorde do rio Acre. “O sistema de alertas tem evitado mortes, mas ainda há perdas de bens e da infraestrutura”, explicou Occhi. “É um grande desafio preparar as cidades que foram criadas na beira de rios.”
O Japão já dividiu experiências com o Brasil em outros momentos de crise, como em 2011, quando enxurradas e deslizamentos atingiram as populações da região serrana do Rio de Janeiro. Agora, oferece ajuda para estudar alternativas que minimizem os impactos das chuvas na Amazônia. “O compartilhamento de experiências é o tema principal dessa conferência”, destacou o delegado japonês.
Na segunda-feira (16), o ministro apresentou para a representante especial da ONU para redução do risco de desastres, Margareta Wahlström, a estrutura de atuação do governo brasileiro para o setor. Occhi descreveu o funcionamento da Defesa Civil Nacional, o sistema de monitoramento e resposta e as ações estruturantes de enfrentamento à seca, como o Projeto de Integração do Rio São Francisco.
“O Ministério da Integração Nacional tem uma estrutura adequada para a redução do risco de desastres, com uma posição privilegiada para tomadas de decisão e ao mesmo tempo com uma atuação prática nesta área”, disse Wahlström. A conferência termina na quarta-feira (18).
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