E PRESERVAR
FAQ - Perguntas e respostas
Muito tem se falado sobre as manchas que apareceram no litoral do Nordeste. As dúvidas são frequentes e disseminar as informações corretas também é uma forma de ajudar. O que provocou o acidente ambiental que causou as manchas? Qual a extensão do prejuízo ao meio ambiente? Quais as ações do governo para enfrentar o problema? Como estão atuando os voluntários? Confira as perguntas mais frequentes.
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1. Quando foram identificadas as manchas de óleo?
No dia 30 de agosto foram registradas as primeiras manchas de óleo nas praias de Conde e Pitimbu, na Paraíba.
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2. Quando o governo começou a agir?
Desde 2 de Setembro, o governo brasileiro vem atuando de maneira integrada e ininterrupta para conter os danos causados pelo derramamento de óleo no litoral nordestino. Nenhum esforço foi poupado para intensificar as ações de monitoramento e limpeza das praias atingidas.
O Governo Federal também acionou o Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo em Águas sob Jurisdição Nacional (PNC). O Plano fixa responsabilidades, estabelece estrutura organizacional e define diretrizes, procedimentos e ações com o objetivo de permitir a atuação coordenada de órgãos da administração pública e entidades públicas e privadas para ampliar a capacidade de resposta em incidentes de poluição por óleo. -
3. O que o governo está fazendo para conter os danos?
Desde que as primeiras manchas surgiram, o Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), composto pelo Ibama, ANP e Marinha, vem realizando ações para a retirada do óleo encontrado nas praias. Seguindo a orientação prevista no Plano Nacional de Contingência (PNC), a Marinha do Brasil foi designada para desempenhar o papel de Coordenação Operacional, estabelecendo salas de comando e controle nas cidades de Salvador e Recife.
Até agora, foram mobilizadas, pela Marinha do Brasil, dezenas de organizações militares, com emprego de mais de 2 mil militares, 145 viaturas, 10 navios e 7 aeronaves, além de embarcações e viaturas pertencentes a diversas Capitanias dos Portos, delegacias e agências. Também atuam na operação 99 servidores, 33 viaturas e três aeronaves pertencentes ao Ibama. A Petrobras participa dos esforços para a limpeza das praias atingidas com o emprego de dois navios, um helicóptero, cerca de 1.800 pessoas e 30 viaturas. Ademais, aviões da FAB fazem esclarecimentos em regiões mais afastadas da costa, e a 10ª Brigada de Infantaria Motorizada do Exército Brasileiro proverá apoio com pessoal e equipamentos nas ações de monitoramento e limpeza de praias.
Até o momento, foram retiradas mais de 1.000 toneladas de óleo do mar pelas equipes do governo federal e dos órgãos locais. -
4. Quando começaram as investigações para identificar os culpados?
As investigações sobre as causas e responsáveis pelo desastre estão sendo conduzidas pela Marinha e Polícia Federal desde o início do acidente ambiental. O comandante da Marinha, Almirante Ilques Barbosa Júnior, explicou que o trabalho está focado em cerca de 30 navios, de 10 países, que passaram perto da costa brasileira. A Marinha notificou os navios para prestar esclarecimentos.
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5. Quais são os órgãos envolvidos nas ações para conter os danos?
Marinha, Ibama, Petrobras, FAB, Exército Brasileiro, Defesa Civil, ICMBio, Polícia Federal, Ministério do Meio Ambiente, instituições e agências federais, estaduais e municipais, além de empresas e universidades.
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6. As barreiras de contenção são realmente eficazes para conter o espalhamento de óleo?
Técnicos afirmam que as barreiras de contenção para tentar barrar o avanço das manchas de óleo podem não alcançar a eficácia pretendida. Isso porque elas são compostas por uma parte flutuante e outra submersa, chamada saia, que tem a função de conter o óleo superficial (substância com densidade menor que a da água), mas o poluente que atinge o Nordeste do País se concentra em camada subsuperficial. Por essa razão, as manchas não são visualizadas em imagens de satélite, sobrevoos e monitoramentos com sensores para detecção de óleo. Além disso, o petróleo derramado na costa brasileira é muito denso e pode passar por baixo das barreiras.
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7. Qual é a quantidade de resíduo que já foi recolhido?
Até o momento, 1.027 toneladas de resíduos foram coletadas, em uma faixa de 2,5 mil quilômetros da costa brasileira.
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8. Em quais locais já foram encontradas as manchas de petróleo cru?
Os resíduos já foram encontrados no Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.
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9. O contato com esse óleo é prejudicial à saúde?
Autoridades e especialistas em saúde alertam para a necessidade de evitar o contato direto com o material. Isso porque o óleo pode causar irritações e alergias na pele. Todos os voluntários devem fazer o uso de materiais de proteção (botas, luvas, máscaras e óculos) no momento de recolher os resíduos.