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Governo adota medidas para evitar dispersão de praga que ataca palmeiras

por Portal Brasil publicado: 08/04/2010 20h47 última modificação: 28/07/2014 11h44

As plantas que hospedam o ácaro vermelho das palmeiras (Raoiella indica) receberam novas regras de controle de trânsito. O objetivo é prevenir possíveis dispersões da praga, que ameaça folhas de coqueiro, açaí, buriti, dendê, bananeiras e tamareiras, pelo País.


As normas foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) na quarta-feira (7). A instrução normativa restringe o transporte dessas plantas e suas partes quando originárias de unidades da federação com incidência da praga, estabelecendo as exigências necessárias ao procedimento. Se o ácaro for oficialmente ausente no município de um estado com ocorrência, os produtos terão trânsito também sujeito às regras da norma.


O ácaro foi encontrado em folhas de coqueiro, na cidade de Boa Vista, em Roraima, em uma coleta realizada por pesquisadores da Embrapa, Universidade Federal Rural de Pernambuco e Universidade de São Paulo, em julho do ano passado. Até o momento, Roraima continua sendo o único estado com incidência da praga.


O diretor do Departamento de Sanidade Vegetal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (DSV/Mapa), André Peralta, explica que, no Brasil, a praga só afeta pequenos cultivos, não impactando ainda produtos oferecidos ao mercado. “Os Estados Unidos não consideram uma praga muito importante, mas não cultivam banana. Por isso, optamos pela restrição ao trânsito”, informa.


Por meio do material hospedeiro, o ácaro movimenta-se a longas distâncias, enquanto a curtas e médias distâncias dispersa-se pelo vento. Portanto, o controle do trânsito apenas retarda a dispersão do ácaro. “Para a cultura da banana no Brasil, a introdução de mais uma praga, por menores danos que possa provocar, sempre causa impacto na produção. Devemos considerar que grande parte da produção provém de pequenos agricultores, sem condições de absorver os custos com o controle de pragas”, observa Peralta.


Os danos à flora nativa são desconhecidos e não se sabe o impacto que o ácaro poderá causar, por exemplo, em buritizais, dendezais, ou até mesmo em florestas.

Fonte:
Ministério da Agricultura

 

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