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Brasil pode reduzir emissões de gases de efeito estufa com mais R$ 44 bi por ano

por Portal Brasil publicado: 18/06/2010 09h30 última modificação: 28/07/2014 11h44

O Brasil pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 37% e chegar a um cenário de baixo carbono em 2030 se tiver investimentos adicionais de R$ 44 bilhões por ano. As informações estão no Estudo de Baixo Carbono para o Brasil, divulgado nesta quinta-feira (17) pelo Banco Mundial.

O estudo considera o potencial de redução de emissões mantendo as perspectivas de desenvolvimento econômico.“Os esforços não são contraditórios. É possível acomodar a redução de emissões com crescimento econômico”, avaliou o coordenador do estudo, Christophe de Gouvello.

A redução de 37%, projetada pelo Banco Mundial, está dentro da margem do governo brasileiro, que prevê reduzir as emissões entre 36,1% e 38,9% até 2020. A proposta brasileira foi apresentada durante a Conferência da Organização das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada em Copenhague em dezembro de 2009.


O relatório apresentado hoje sugere ações de redução em quatro frentes: energia; desmatamento e agropecuária; transportes; e manejo de resíduos. Em 20 anos, o Banco Mundial calcula que seriam necessários US$ 725 bilhões para que o País chegue aos níveis esperados. Apesar dos altos valores, o custo de não agir para frear as mudanças climáticas pode ser ainda maior.

O setor com maior potencial de redução de emissões é o de mudança de uso da terra, que inclui desmatamento e agricultura, responsável por 75% das emissões brasileiras de gases estufa. De acordo com o estudo, com esforço adicional o Brasil poderá reduzir até 2030 a derrubada de florestas em 68% em relação à tendência atual. O custo seria de pelo menos US$157 bilhões em 20 anos.


Segundo o relatório, os investimentos devem ser compartilhados entre governo e iniciativa privada. “O mercado tem papel importante, mas não vai resolver tudo. São necessárias políticas públicas”, diz Gouvello. A conta também deve incluir mecanismos internacionais de financiamento, que seriam estabelecidos na negociação do clima da ONU para facilitar a transição para economias de baixo carbono, mais verdes.

Fonte:
Agência Brasil



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