Meio ambiente
Comissão de Gestão de Florestas Públicas reuniu propostas para melhoria do manejo florestal
Com o objetivo de buscar normas para facilitar o manejo florestal em unidades de conservação e assentamentos, a Comissão de Gestão de Florestas Públicas reuniu na última quarta-feira (28), em Brasília, integrantes do governo e de movimentos sociais, setor privado e sociedade civil.
A extração de madeira e outros produtos da floresta como óleos, sementes e cipós é uma fonte de renda para os ribeirinhos, indígenas, quilombolas e agricultores familiares, mas para que a atividade ganhe impulso, há a necessidade de se adequar e criar normas que regulam o manejo.
"A sociedade exige hoje que as normas sejam simples, transparentes e menos burocratizadas e que os órgãos sejam capazes de atender às demandas dos comunitários em relação ao manejo florestal", diz o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Antônio Carlos Hummel.
Segundo explicou, entre as questões que requerem debate estão as parcerias entre agricultores familiares da reforma agrária e empresas voltadas à extração de produtos madeireiros dentro de assentamentos, e as regras sobre o uso das unidades de conservação, a exemplo de reservas extrativistas, florestas nacionais e reservas de desenvolvimento sustentável por essas comunidades.
Os representantes irão rever a instrução normativa que trata de manejo em assentamentos, segundo afirmou o representante do Grupo de Trabalho Amazônico e do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e para o Desenvolvimento, Rubens Gomes.
O manejo florestal bem estruturado é capaz de dar outra perspectiva a comunidades na Amazônia, segundo Gomes. Os moradores da Reserva Extrativista do Médio Juruá, no Amazonas, por exemplo, produzem óleo de copaíba, borracha e farinha de mandioca dentro da unidade de conservação, e os vendem diretamente para os clientes, sem atravessadores, o que melhorou as condições da comunidade.
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