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Embrapa pesquisa uso de óleo de palmeira em biodiesel

por Portal Brasil publicado: 09/07/2010 10h22 última modificação: 28/07/2014 11h45
Arquivo/Mais Brasil Conhecido como Propalma, o projeto deve durar cerca de três anos

Conhecido como Propalma, o projeto deve durar cerca de três anos

A unidade de Agroenergia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com oito universidades, vai executar o projeto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) do uso de palmáceas para produção de óleo e aproveitamento econômico de co-produtos e resíduos. Conhecido como Propalma, o projeto deve durar cerca de três anos.


As ações do projeto foram aprovadas em junho e serão custeadas pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Todas as regiões do País participarão do estudo, especialmente os estados do Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Piauí, Maranhão, Pará, Amapá, Amazonas e Roraima.

O Propalma pretende promover o domínio tecnológico e a domesticação para a utilização de palmáceas, selecionadas pela sua densidade energética e distribuição territorial, como matérias-primas para produção comercial de óleos. Além disso, busca remover os espaços tecnológicos para aproveitamento econômico de co-produtos e resíduos, inserindo as regiões de ocorrência dessas palmáceas na geopolítica de produção de biocombustíveis (biodiesel, etanol e carvão vegetal), adubos e rações.

De acordo com Leonardo Bhering, líder do projeto e pesquisador da Embrapa Agroenergia, quatro palmeiras oleíferas potencialmente viáveis para produção de biodiesel serão avaliadas. Segundo o pesquisador, as espécies foram escolhidas pelo elevado potencial de produção de óleo, pela produção de biodiesel com matérias-primas regionais e pelo incentivo aos Arranjos Produtivos Locais (APLs), podendo ser uma nova fonte de renda para os agricultores familiares. Outras ações de pesquisa relacionadas a essas palmeiras já estão em andamento na Embrapa e darão suporte a execução do Propalma.

Além da Embrapa Agroenergia, as outras unidades da empresa que participam do projeto são: Amapá (Macapá), Amazônia Ocidental (Manaus/AM), Amazônia Oriental (Belém/PA), Cerrados (Brasília/DF), Roraima (Boa Vista), Meio-Norte (Teresina/PI), Agroindústria de Alimentos (Rio de janeiro/RJ) e Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília/DF).

Entre as universidades parceiras estão: as universidades federais de Lavras (Ufal), do Maranhão (Ufma), de Minas Gerais (UFMG), de Viçosa (UFV), de Brasília (UnB), do Paraná (UFPR) e do Piauí (UFPI), e a Universidade Estadual de Montes Claros (Uemc).

Fonte:
Ministério da Ciência e Tecnologia

 

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