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Núcleo Geodesastres-Sul usa tecnologia para avaliar enchentes no RS
O Núcleo de Pesquisa e Aplicação em Geotecnologias para Desastres Naturais e Eventos Extremos para a Região Sul do Brasil e Mercosul (Geodesastres-Sul) mapeou os efeitos das inundações bruscas e graduais que afetaram mais de 960 mil pessoas no sul do País e concluiu que as cheias causaram prejuízos de mais de R$ 3 bilhões, entre setembro de 2009 e janeiro de 2010 naquela região.
“Ficou evidente a vulnerabilidade de diversos municípios gaúchos para enfrentar este tipo de desastre”, diz a pesquisadora Tania Sausen, responsável pelo Núcleo Geodesastres-Sul do Instituto, estasbeçecodp no Centro Regional Sul do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CRS/Inpe/MCT), em Santa Maria (RS).
O trabalho, realizado em parceria com a Coordenadoria Regional da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, mostra a extensão alcançada pelas águas em trechos ao longo dos rios Jacuí e Ibicuí. Na agricultura, os cultivos de feijão, fumo e principalmente arroz foram os mais afetados na região da Depressão Central e Campanha. “Os reflexos desses prejuízos não foram sentidos somente pelos agricultores, mas geraram outras consequências, como por exemplo o enfraquecimento do comércio local”, comenta a pesquisadora.
O estudo utilizou imagens de satélites e softwares de geoprocessamento gratuitos desenvolvidos pelo Inpe. Após a verificação de mais de 300 imagens dos satélites Terra e Aqua, que respectivamente coletam dados nos períodos da manhã e tarde, foram selecionadas aquelas sem cobertura de nuvens, que corresponderam a 28 imagens. O estudo também utilizou dados meteorológicos e de outros instrumentos orbitais, além de fotos de campo fornecidas pela Defesa Civil Estadual.
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