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Observatório vai fornecer mais dados sobre a Floresta Amazônica

por Portal Brasil publicado: 13/08/2010 14h49 última modificação: 28/07/2014 11h46

Uma torre com 320 metros – a primeira desse tipo na América do Sul – será instalada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã, no município de São Sebastião do Uatumã, no interior do Amazonas. O objetivo é analisar melhor o processo de formação das nuvens e chuvas e a influência das trocas gasosas entre atmosfera e a Floresta Amazônica.

 

O Observatório Amazônico de Torre Alta (Atto) já está sendo construído e deve começar a funcionar no próximo ano. Trata-se de um projeto bilateral entre Brasil, representado pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e a Alemanha, por meio do Instituto Max Planck de Química.

 

O planejamento do Observatório começou em 2007 e foi apresentado ao público na 61ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) em Manaus, 2009. Atualmente, o Atto está em fase de implementação.

 

O Atto funcionará 24 horas por dia no período de 20 a 30 anos. Segundo o pesquisador Jochen Schöngart do Max Planck, o observatório além de atingir uma maior área fornecerá dados mais confiáveis sobre os serviços ambientais prestados pela floresta Amazônica e sua interação com a atmosfera.

 

“A vantagem dessa torre grande é o alcance na camada limite atmosférica, que irá obter um sinal muito estável, não sofrerá tanto as variações de dia e noite. O problema dessas pequenas torres é essa variação de dia e noite. À noite as turbulências na floresta são muito baixas, o gás carbônico não é mais visível no fluxo vertical”, explica Schöngart.

 

De acordo com o coordenador do projeto pelo lado alemão, Jürgen Kesselmeier, o Atto irá criar um vínculo entre os dados obtidos na terra e observações obtidas através de sensores nos satélites, além de um monitoramento por décadas.

 

Outro projeto é o Claire, que fornecerá informações sobre o processo de oxigenação dos radicais na atmosfera. O Claire irá trabalhar com duas ou três torres, com alturas de 60 a 80 metros, localizado na mesma área do Atto.  As medições dos gases serão em tempo real. Um das torres terá um elevador anexado, com um laboratório, que se moverá 24 horas verticalmente, com a velocidade aproximada de 2 a 4 metros por minuto.

 

Fonte:
Ministério da Ciência e Tecnologia

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