Você está aqui: Página Inicial > Meio Ambiente > 2010 > 08 > Pesquisadores da América Latina e Caribe debatem mapeamento de solos da região

Meio ambiente

Pesquisadores da América Latina e Caribe debatem mapeamento de solos da região

por Portal Brasil publicado: 30/08/2010 17h52 última modificação: 28/07/2014 11h46

A Embrapa Solos, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), realiza de 6 a 10 de setembro, no Rio de Janeiro (RJ), um encontro para debater o projeto de mapeamento global dos solos e o Atlas de Solos da América Latina. Cerca de 60 pesquisadores de 20 países da América Latina e do Caribe participarão do evento.


O consórcio GlobalSoilMap.net para o mapeamento global dos solos dividiu o mundo em oito regiões. A Embrapa lidera o polo América Latina/Caribe (ALC). A iniciativa, que conta com o apoio da Fundação Bill e Melinda Gates, visa produzir mapas e informações que irão subsidiar a tomada de decisão do uso do solo em todos os continentes. Alguns dos itens que serão mapeados são: estoque de carbono orgânico nos solos (que combate o efeito estufa), disponibilidade de nutrientes e água, risco de erosão, etc. 


“Esse inédito consórcio e as informações por ele produzidas - mapa mundial de propriedade dos solos - terão funções que permitirão orientar caminhos em uma série de questões globais: produção de alimentos, erradicação da fome, mudanças climáticas e degradação ambiental”, disse a líder do polo América Latina/Caribe e chefe geral da Embrapa Solos, Lourdes Mendonça.


Segundo a Embrapa, apenas 31% do solo mundial tem seu mapeamento e classificação em escala razoável para utilização pelos tomadores de decisão. O restante do mundo - principalmente a África - tem que se contentar com o único mapa global existente, compilado pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) em 1981, com escala de 1:5.000.000, insuficiente para estudos mais específicos. 


Já o Atlas de Solos da América Latina faz parte de coletânea produzida pelo Centro Conjunto de Pesquisa (JRC) da União Europeia. Trata-se de compilação para cada região do globo, dos mapas de classes de solos existentes e informações associadas.


O brasileiro Elcio Guimarães, diretor científico do Centro Internacional de Agricultura Tropical (CIAT); Bob McMillan, coodenador científico do Consórcio Global em Mapeamento Digital de Solos; Luca Montanarella, diretor do Instituto do Ambiente e Sustentabilidade da Comissão Europeia (JRC); Ronald Vargas, coordenador científico para o polo ALC; e Oliver Philips, da Escola de Geografia da Universidade de Leeds (Inglaterra), que estuda a dinâmica, biomassa, e biodiversidade da Amazônia há 25 anos são alguns dos pesquisadores que participarão do encontro.


Fonte:
Embrapa

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Entenda as metas de conservação de energia em edifícios
Conheça a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (Ence) em Edificícios
Brasil assina acordo de Paris sobre mudança do clima
A cerimônia reuniu mais de 130 chefes de Estado em Nova Iorque, na sede das Nações Unidas
Mais de 80% das áreas rurais já foram registradas
O Ministério do Meio Ambiente apresentou, nesta sexta-feira (6), um balanço do Cadastro Ambiental Rural (CAR)
Conheça a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (Ence) em Edificícios
Entenda as metas de conservação de energia em edifícios
A cerimônia reuniu mais de 130 chefes de Estado em Nova Iorque, na sede das Nações Unidas
Brasil assina acordo de Paris sobre mudança do clima
O Ministério do Meio Ambiente apresentou, nesta sexta-feira (6), um balanço do Cadastro Ambiental Rural (CAR)
Mais de 80% das áreas rurais já foram registradas

Últimas imagens

A Samarco foi notificada para retirar o material com urgência e garantir a segurança da barragem.
A Samarco foi notificada para retirar o material com urgência e garantir a segurança da barragem.
Arquivo/Ibama
O Acordo de Paris busca limitar o aumento da temperatura média global a bem abaixo de 2°C, em relação aos níveis pré-industriais.
O Acordo de Paris busca limitar o aumento da temperatura média global a bem abaixo de 2°C, em relação aos níveis pré-industriais.
Foto: Scientific Visualization Studio/Fotos públicas
Iniciativa faz parte de política pública permanente de acesso à água de qualidade
Iniciativa faz parte de política pública permanente de acesso à água de qualidade
Foto: Paulo de Araújo/MMA
Vista da RPPN Raso do Mandi II, em Santa Catarina
Vista da RPPN Raso do Mandi II, em Santa Catarina
ICMBio/Germano Woehl Junior
Medidas permitiu reduzir em 12,5% a relação entre a quantidade de água consumida e o volume de petróleo processado
Medidas permitiu reduzir em 12,5% a relação entre a quantidade de água consumida e o volume de petróleo processado
Divulgação/Petrobras

Governo digital