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Meio ambiente

Veleiro científico começa viagem para monitorar poluição do mar

por Portal Brasil publicado: 26/08/2010 12h38 última modificação: 28/07/2014 11h46

O veleiro científico Sea Dragon começa, nesta quinta-feira (26), uma viagem pelo oceano Atlântico para monitorar presença e impactos de Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs) na água e em peixes de águas profundas. A partida será na Marina da Glória, no Rio de Janeiro.


Os POPs permanecem no ambiente por muito tempo sem sofrer degradação, o que gera dano ao ser humano e ao meio ambiente. Já existem 12 substâncias na lista de POPs, utilizadas em pesticidas de controle de insetos no solo, inseticidas de culturas de algodão e outros produtos utilizados em indústrias químicas.


Uma vez que muitos dos POPs ainda são utilizados, os países que fazem parte da Convenção Estocolmo vão adotar medidas de controle, redução e eliminação desses produtos. Em vídeoconferência, o secretário-executivo da Convenção de Estocolmo, Donald Cooper, realizará ato comemorativo em Genebra, Suíça, referente à entrada em vigor das nove novas substâncias químicas. A viagem faz parte da Campanha das Nações Unidas para a Responsabilidade sobre os Produtos Químicos e Resíduos Perigosos.


Controle e eliminação de poluentes

No Brasil, será realizado inventário sobre os novos POPs, elaborando medidas de controle e eliminação das substâncias.


O HCH (hexaclorociclohexano), que já foi utilizado como agrotóxico e preservante de madeira no Brasil, teve o seu registro cassado em 2007, porém, há indícios da existência de estoques e áreas contaminadas. O caso mais conhecido é o da Cidade dos Meninos, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. Nos anos 50, a fábrica de pesticidas para combate à malária foi desativada e todo o material poluente foi abandonado no local. O material se espalhou e infiltrou no solo, iniciando um processo de contaminação do meio ambiente e da população que dura até hoje.


No caso do PFOS/PFOSF, utilizado em isca formicida, serão adotadas medidas restritivas. Outros produtos podem ser encaminhados para reciclagem.


As novas substâncias incluídas são alfa hexaclorociclohexano (±-HCH), beta hexaclorociclohexano (²-HCH), lindano, clordecone, hexabromodifenil, éter octabromodifenílico comercial (octa-BDE), éter pentabromodifenílico comercial (penta-BDE), ácido perfluooctano sulfônico, seus sais e perfluorooctano sulfonil fluoreto (PFOS/PFOSF), e pentaclorobenzeno.


Fonte:
Ministério do Meio Ambiente

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