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Brasil terá primeiro depósito radioativo em 2015

por Portal Brasil publicado: 30/12/2010 12h24 última modificação: 28/07/2014 11h47

Em 2015, o Brasil terá seu primeiro depósito nacional de rejeitos radioativos, onde ficarão armazenados os rejeitos de baixa e média atividade das usinas nucleares brasileiras, da fábrica de combustível das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), e do descomissionamento de reatores de pesquisa. O detalhamento do projeto será feito em 2011. O Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), em Belo Horizonte (MG), é o responsável pela concepção, construção e licenciamento do empreendimento.

O local que sediará o repositório ainda não foi escolhido. Segundo o diretor do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), João Roberto Loureiro de Mattos, o processo de seleção levará em conta fatores como a densidade populacional da região e a existência de áreas de preservação e de mananciais de água.

A construção do depósito faz parte das exigências do licenciamento ambiental de Angra 3, realizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). De acordo com as determinações do Ibama, as instalações do repositório precisam estar licenciadas até o início da operação da usina. A responsabilidade pelo empreendimento é da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), que colocou o CDTN à frente do desenvolvimento do projeto.

Atualmente, os rejeitos das usinas nucleares brasileiras são armazenados dentro de depósitos iniciais, previstos por normas internacionais, situados dentro das próprias unidades. O mesmo vale para as instalações do ciclo do combustível nuclear.

Os rejeitos de baixa e média atividade são constituídos, principalmente, por resíduos da purificação da água dos reatores, imobilizados em matriz de cimento ou em betume, além de roupas, filtros, papéis e outros materiais utilizados em instalações nucleares. Esses rejeitos são colocados em embalagens metálicas de 1 metro cúbico ou em tambores metálicos de 200 litros, que serão acondicionados em contêineres de concreto no novo depósito, com monitoração 24 horas por dia.


Fonte:
Ministério da Ciência e Tecnologia

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